terça-feira, 30 de setembro de 2014

“SONHAR O SONHO DE DEUS NA FAMÍLIA DE SÃO GUIDO MARIA CONFORTI"


“O amor de Cristo nos impulsiona!” (2 Cor 5,14)


Saudações missionárias gente querida! Iniciando o mês Missionário celebrando Santa Teresinha do Menino Jesus, me aproximo do encerramento de mais um semestre formativo na Comunidade Xaveriana de Filosofia. Nesta alegria e num gesto de gratidão pela experiência construída, partilho um pouco da minha caminhada vocacional, unindo-me a todos os vocacionados que com generosidade respondem “sim” ao chamado de Jesus Cristo.
Sou Giomar Henrique Clemente, 30 anos, indígena da etnia Baré, natural de São Gabriel da Cachoeira, Amazonas, região norte do Brasil, e desde 05 de Fevereiro de 2013 integro a Comunidade Xaveriana de Filosofia em Curitiba, Paraná, cursando o atualmente o 2º ano de filosofia.
Giomar Henrique Clemente

Localização de São Gabriel da Cachoeira-AM
Como todo chamado vocacional tem um começo, lugar, situação, e necessariamente uma resposta de quem o recebe, destaco como primeiro elemento neste sentido, aquilo que chamo de “propaganda” sobre Jesus Cristo realizada por meus pais em casa, sobretudo por meio da experiência de Comunidade vivenciada por eles. Anos depois, consequência desta divulgação, aprofundo na catequese e no Grupo de Jovens da Pastoral da Juventude este encontro, tendo aí o seu amadurecimento com o engajamento pastoral. Foram experiências de fé que possibilitaram construir minha identidade como igreja, assumida pessoalmente com mais convicção após o sacramento da crisma.
A partilha da vida nos encontros, nas celebrações, nas amizades e nos desafios levantados por aquela realidade de minha Comunidade, me levam ao encontro de uma Igreja-povo-de-Deus que me conquista e me envolve cada vez mais. É nesse espaço que alimento minha espiritualidade, aprofundo minha fé, conheço pessoas, e alí brota a curiosidade pela Vida Religiosa Consagrada, despertada a partir da presença dos religiosos e religiosas que conosco caminham nas pastorais. Inicia assim minha inquietude vocacional, no primeiro momento sem muita seriedade de minha parte, e ao longo dos anos assume fortes características que me fazem buscar orientação com alguém, que prontamente me acolhe e me acompanha nessa trajetória.
Aos 17 anos, cursando ainda o ensino médio, alimento o desejo de entrar para uma Comunidade Religiosa, mas somente aos 25 anos, concluindo a faculdade, a realizo em 2009, com os Salesianos na cidade de Manaus (AM). Com eles permaneço até o final de 2010, quando com plena liberdade peço para sair do processo formativo motivado em aprofundar a vocação do Leigo Consagrado. Em 2011, embora a boa vontade, não se torna possível concretizá-lo por diversos fatores. Permaneço em minha Comunidade ajudando nas pastorais, trabalhando, estudando, e deixando que o tempo iluminado pela oração possa indicar um novo passo. Admito que foram momentos de deserto, por me fazer sentir a aridez da espera, com os rumos da busca vocacional alterada que me exigiram encontrar e construir fundamentos sólidos para minha opção de vida. A travessia foi certamente uma escola de aprendizagem.

A VOCAÇÃO XAVERIANA...
Ao final de 2011 conheci os Missionários Xaverianos através da internet e mantive os primeiros contatos por este meio virtual, até o momento que pude participar do Estágio Vocacional em Novembro de 2012. A distância geográfica era certamente o maior dos obstáculos, sobretudo o custo da viagem, ao qual com a colaboração de minha paróquia de origem e dos próprios Xaverianos foi possível superá-lo. Recordo com alegria a chegada à Casa Xaveriana por volta das 0hs de uma quinta-feira, embora sofrendo com o clima frio da cidade que também me dava boas vindas. Foi uma aventura movida pelo sonho vocacional, possível somente porque diversas pessoas apostaram e acreditaram comigo.
Encontro dos Formandos Xaverianos Julho/2014 em Londrina-PR
O Estágio ocorreu nos dias 01 a 04 de Novembro de 2012, e ao final do mesmo recebi a proposta de ingressar no processo formativo Xaveriano em 2013. Por ser minha segunda experiência numa Casa de Formação Religiosa, senti pesar a responsabilidade de minha decisão, e mesmo com o grande desejo de expressar “sim”, percebi que precisava acalmar a alegria brotada no Estágio para poder dar uma resposta, pois implicava certamente uma grande mudança. Retornei à minha cidade contente pela experiência realizada, rezando pra que minha escolha fosse iluminada por Deus. Ao final de Novembro de 2012 manifestei minha resposta, aceitando sonhar o sonho de Deus na família Xaveriana.
Em Fevereiro de 2013 chegava à Curitiba para compor a Comunidade de Filosofia e a acolhida dos demais me ajudou na integração das atividades da casa e no novo ritmo de vida que iniciava naquele momento. Tive de aprender a me agasalhar para conviver com o clima frio da nova realidade, sendo esta uma necessidade urgente nos primeiro meses de adaptação. O calor intenso prevalecente em minha região agora era substituído pelas temperaturas de 4ºC, 10°C, um desafio rigoroso e exigente. Brinco ainda hoje diversas vezes em Comunidade, afirmando que minha vocação segue a dinâmica do tempo, esquentando e esfriando conforme a temperatura de cada dia. Na verdade, esta dinâmica me recorda que a vocação é processo, e como tal merece ser cuidada, seja do excesso de “frio” ou de “calor” em alguns momentos da caminhada. É fundamental não esquecer com os anos, que preciso todos os dias renovar a opção que me trouxe aqui: seguir Jesus Cristo na vida religiosa xaveriana.
Os estudos na faculdade, pastoral nas comunidades, formação, oração, celebração, convivência com os irmãos e com o povo nos diversos espaços, foram e são elementos que marcam meu processo formativo na Casa Xaveriana. Destaco como momento forte nesta caminhada, a alegria de participar na Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em julho de 2013, iluminado e animado pela Campanha da fraternidade sobre juventude, o Ano da fé, e a celebração dos 60 anos de presença dos Missionários Xaverianos no Brasil. Defino a experiência da Jornada como dias de comunhão, que trouxeram um novo vigor missionário para cada batizado. À mim particularmente, intensificou meu chamado vocacional através do encontro com os participantes de diferentes nacionalidades, que seguindo Jesus Cristo comungavam a mesma missão: anunciar o Evangelho com alegria aos confins da terra.
Como filhos de Dom Guido Maria Conforti, os Xaverianos tem como  missão     doar-se pela evangelização dos não-cristãos, respondendo o mandato de Jesus Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura.” (Mc 16,15). É abraçando este ideal missionário que somos [...] enviados a populações e grupos de homens não-cristãos, fora do nosso ambiente, cultura e Igreja de origem” para que assim “[...] proclamemos o Reino de Deus onde ele ainda não é reconhecido, que denunciemos tudo o que a ele se opõe, que o revelemos já presente nos sinais, que colaboremos para a sua vinda”. (Constituições Xaverianas núm.7 e 9).
Confraternização na Ordenação Sacerdotal de Adriano Cunha, Agosto/2014
É nesta família que desde já vivo minha vocação, acreditando que também posso colaborar para que Jesus Cristo seja conhecido e amado no mundo inteiro, através da missão além fronteiras. O desafio é imenso certamente, mas a alegria da escolha e da vivência também, consciente que sou apenas um instrumento nas mãos de Deus. Dirijo-me enfim, àqueles que sentem o apelo vocacional fortemente presente em suas vidas, especialmente os que sonham com a missão além fronteiras, apresentando-os a VOCAÇÃO XAVERIANA como uma proposta de Vida Missionária ad gentes por meio da consagração religiosa. Venha sem medo somar conosco este projeto de Jesus Cristo idealizado por São Guido: “fazer do mundo, uma só família”! Venha ser um Missionário Xaveriano!
Valeu gente querida! Um grandioso abraço e uma intensa vivência do mês missionário à todos!

sábado, 26 de janeiro de 2013

O que você faz da sua vida?



O assunto vocação pode não ser atraente para o jovem pelo fato que a vocação, seja qual for, comporta sempre a fadiga do discernimento, o questionar-se diante de Deus, de si mesmo e dos outros. Nem todos se dispõem a fazer este esforço.

Há muitos que confundem vocação com profissão. Os dois conceitos, porém, são distintos. A profissão, de fato, tem sua origem na escolha da pessoa que busca uma realização profissional, a partir de suas inclinações, capacidades e estudos. A vocação é, ao invés, antes de tudo, um convite que Deus faz à liberdade pessoal, como aprendemos das histórias vocacionais presentes na Sagrada Escritura. Nelas recorrem sempre os refrões: “não tenhas medo!” ou “Eu estarei contigo”, como demonstração de fato que quem chama, no caso de Deus, se compromete plenamente com quem é chamado, isto é, a pessoa ou o povo todo. Na visão bíblica, há também toda uma série de circunstancias e pessoas que permitem o acontecer de uma vocação, que sem perder sua origem do Alto, ao mesmo tempo não recusa servir-se dos fracos instrumentos desta terra.

Empenhar-se com todas as forças

Nessa onda, navega também a vocação missionária ad gentes, como resposta generosa e total ao convite de Cristo: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura...” (Mc 16,15).


Há ainda jovens dispostos a deixar tudo para anunciar a Boa Nova que liberta, até os extremos confins da terra? “A messe é grande e os operários são poucos” (Lc 10,2), falou certo dia Jesus. Depois de mais de dois mil anos de cristianismo a messe continua grande e os operários, poucos: “A missão de Cristo Redentor, confiada à Igreja, está ainda bem longe do seu cumprimento. Um olhar à humanidade demonstra que tal missão está ainda no começo e que temos que nos empenhar com todas as forças ao seu serviço”, escreveu o bem-aventurado João Paulo II na encíclica missionária Redemptoris Missio (A missão do Redentor).

Comodismo, relativismo, secularização

Será que Deus se cansou de chamar jovens a serem missionários além-fronteiras? Certo que não! Difunde-se sempre mais, a ideia de que, hoje em dia, levar o Evangelho a outros povos não seja tão importante e urgente. Segundo o pensar de alguns, os missionários que partem para o outro lado do mundo pertencem a uma página virada da história. “Hoje, a missão é aqui”, se diz, esquecendo que o fato de pertencer a uma diocese não exclui o interesse para com a Igreja Universal. 

A esse respeito, escreve o biblista Bruno Maggioni: “A Igreja local não deve ser sinal que Deus ama a nós, mas que Deus ama a todos nós. O adjetivo ‘local’ não significa uma restrição da universalidade, mas indica o lugar onde a universalidade deve concretamente se mostrar”. Nota-se, também, que, em muitas comunidades eclesiais, está avançando certo comodismo na vivencia da fé: o compromisso profético com a realidade deixou lugar aos eventos massivos mais atraentes.

Em tudo isso, pois, nos fazem companhia os fatores externos que mais marcam o tempo presente: o relativismo, isto é, a afirmação que não existe verdade absoluta, e o processo de secularização, segundo o qual é possível viver como se Deus não existisse. Todo esse contexto, junto com outras causas, não favorece uma resposta generosa e pronta ao chamado missionário por toda a vida.

Sem missionários não há missão

Contudo, a vocação missionária é ainda atual! Cristo, que veio para salvar a todos, quer que todos os homens e mulheres da terra fiquem sabendo disso. Mas como isso acontecerá se alguém não aceita a proposta missionária de Jesus Cristo como ideal de vida? “O anúncio do Evangelho precisa de anunciadores, a messe precisa de operários, a missão se faz, sobretudo com homens e mulheres consagrados por toda a vida à obra do Evangelho, dispostos a ir a todo o mundo para levar a salvação” (João Paulo II, Redemptoris Missio, 79).


Os Missionários Xaverianos, são um grande família, sacerdotes de várias partes do mundo, sendo enviados para quatro continentes: na Ásia; África, América; Europa, anunciam o evangelho de Jesus Cristo a todos os povos, fora do próprio país, por toda a existência, e em vida comunitária.

Tantos jovens poderão participar dessa aventura se, deixando-se fascinar por cristo e por sua mensagem, estiverem dispostos a fazer da própria existência um “pão” partilhado para todos os povos.



Fonte: Adaptação do artigo de: Padre SORRENTINO. O que você faz da sua vida. Revista, Mundo e Missão, juventude e missão.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

BRASIL MISSIONÁRIO PARTILHA TUA FÉ - CAMPANHA MISSIONÁRIA 2012

Este ano a Igreja no Brasil reflete o tema “BRASIL MISSIONÁRIO PARTILHA TUA FÉ” em sintonia com os temas do 3º Congresso Missionário Nacional, que aconteceu em Palmas (TO) de 12 a 15 de julho e do 4º Congresso Missionário Americano que também é o 9º Congresso Missionário Latino Americano (CAM 4/Comla 9) que se realizarão em Maracaibo, Venezuela, em 2013, com o tema “América Missionária partilha a tua fé”.






O cartaz da Campanha Missionária deste ano 2012, simboliza o missionário sem fronteiras que parte do Brasil e partilha sua fé com o mundo, sua casa. Representa o missionário que segue o mandato de Jesus de ir até os confins do mundo e pregar o Evangelho a toda a criatura. O globo, com os continentes nas cores missionárias, representa o espaço onde atua o missionário e a cruz é o sinal do Evangelho, do Cristo, o fundamento da fé cristã.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

CHAMADOS À VIDA PLENA EM CRISTO: “EIS QUE FAÇO NOVAS TODAS AS COISAS!” (Ap 21,5) - MÊS VOCACIONAL - AGOSTO 2012



A vocação é um chamado pessoal que Deus dirige ao homem e a mulher. Portanto, a vocação possui duas dimensões: o chamado de Deus e a resposta do homem a esse chamado.
O mês de agosto é tradicionalmente dedicado às vocações, para este ano de 2012, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, propôs como tema: “Chamados (as) à Vida Plena em Cristo”. Tendo como lema: “Eis que faço novas todas as coisas!” (Ap 21,5). Em cada domingo de agosto celebraremos uma vocação especial: do padre; dos pais; dos consagrados e consagradas; e dos leigos, com homenagem especial para os catequistas.

A vocação é um chamado pessoal que Deus dirige ao homem e a mulher. Portanto, a vocação possui duas dimensões: o chamado de Deus e a resposta do homem a esse chamado.


MÊS VOCACIONAL – AGOSTO 2012

1º - Domingo: é o dia das vocações sacerdotais;

2º - Domingo: é o dia da vocação matrimonial;

3º - Domingo: recorda-se a vocação à vida consagrada: religiosos, religiosas, consagradas e consagrados;

4º - Domingo: é o dia da vocação do cristão leigo na Igreja, tanto na sua presença na Igreja como também em seu testemunho nos vários ambientes de trabalho e vida.


Noviciado Xaveriano, 2012.

terça-feira, 3 de julho de 2012

NOVIÇOS XAVERIANOS FAZEM CONSAGRAÇÃO MISSIONÁRIA


Consagração Missionária de Evandro e Adriano

Adriano e Evandro, estudantes Xaverianos concluíram o Ano de Noviciado em Hortolândia (SP) e  no dia primeiro de julho de 2012  fizeram a primeira profissão dos votos religiosos na família xaveriana, a celebração foi realizada na comunidade Santa Edwirges.


Eles estão de partida para as teologias internacionais: Adriano vai ao México e Evandro para as Filipinas,  é o inicio de uma   grande jornada rumo a fazer do “mundo uma só família”. Essa primeira experiência de saída do País os coloca em contato com outras culturas, com modos de viver diferentes, uma riqueza que jamais se perderá com o tempo.





Ao encarar o desafio de sair da própria terra de origem,  os jovens assumem a missão universal,  tornam-se mais ainda, sinais  da presença de Deus que os envia.  Um testemunho de vida que faz dar sentido a missionariedade própria do carisma Xaveriano e do propósito da Igreja de ser “sal da terra e luz do mundo”(Mt 5, 13-14).