sexta-feira, 11 de agosto de 2017

CONSAGRAÇÃO RELIGIOSA MISSIONÁRIA XAVERIANA


(Giomar Henrique Clemente)
Profissão Religiosa: Giomar, Gilberto, Everson
No domingo 02 de julho de 2017, solenidade de São Pedro e São Paulo, consagraram-se como Xaverianos através dos votos religiosos os jovens que concluíram a etapa do Noviciado (2016-2017): Everson Luiz Kloster (Cantagalo-PR); Gilberto da Silva Santos (Tucumã-PA); Giomar Henrique Clemente (São Gabriel da Cachoeira-AM). A celebração ocorreu na Comunidade Santa Edwiges, Paróquia São Guido Maria Conforti, cidade de Hortolândia – SP, às 9:30hs, presidida pelo Superior Regional Pe. Rafael Lopez Villaseñor, com a presença alegre e significativa da família xaveriana, familiares e amigos de outros estados que vieram participar da celebração.
Para o Xaveriano, a Consagração Religiosa é oferta da própria vida para o anúncio do Evangelho e propagação do Reino de Deus, de maneira particular entre os que não conhecem Jesus Cristo (os não-cristãos). O voto de Missão, Castidade, Pobreza, Obediência, assumidos na consagração são meios de viver a entrega por amor, nutrido no encontro constante com aquele que é o centro de toda vocação: Jesus Cristo. Nesse sentido, a vida missionária e religiosa são indivisíveis, como acentua o número 18 da Constituição do Instituto: Para vivermos e expressarmos mais radicalmente a nossa consagração à missão, colocamo-nos no seguimento de Cristo com os votos de castidade, pobreza e obediência. A vida apostólica e a vida religiosa são para nós um carisma único e indivisível”.
A vocação cristã é o acontecimento marcado pela interlocução entre o emissor e o receptor (Deus e o homem), estabelecido ao longo da história e dinamizado na vida, tendo nela sua expressão vocacional por excelência. Todo ser humano que nasce, nasce porque é chamado por Deus. Esta compreensão de fé nos permite dizer que TODA VIDA É VOCAÇÃO. É Ele que nos modela e nos coloca no mundo com o propósito de amar e ser feliz. A vida se concretiza em etapas e o chamado vai também sendo desvelado, conhecido, assumido, vivido. Viver é responder perguntas para si e para o contexto que nos cerca. Nessas circunstâncias, cabe bem a frase “Toda vocação é a resposta de Deus ao clamor de um povo”, a exemplo da vocação de Moisés (Ex 3,1-15).

Na festa dos apóstolos Pedro e Paulo, o Evangelho interpela fortemente cada vocacionado com a pergunta de Jesus “E vós, quem dizeis que eu sou?” (Mt 16,15). É a partir deste simples questionamento que inicia o diálogo vocacional dirigido peculiarmente a cada pessoa. O diálogo é frequente ao longo da caminhada, e para os irmãos xaverianos que se consagraram ela continuará sendo respondida na travessia que a missão ad gentes os envia. Giomar Henrique vai para a Teologia de Manila, Filipinas (Ásia); Everson Luiz para a Teologia de Cidade do México, México (América); Gilberto da Silva para a Teologia de Yaoundé, Camarões (África).
São Guido Maria Conforti, ao falar da Consagração Missionária, assim expressa: “Nos anos mais bonitos de vossa vida ouvistes o convite de Cristo que vos chamava a segui-lo de perto, e respondestes generosamente: seguir-te-emos aonde quer que vás; iremos aonde queiras; será nossa glória obedecer por toda a vida às tuas ordens!”(16º discurso de despedida, em 13 de março de 1927). É esta caminhada que se alarga no horizonte da missão além-fronteiras, vivida como a grande páscoa na formosa aventura da fé que nos recorda o Documento de Aparecida. Que esta missão seja vivida com fé e disponibilidade nestas novas terras, com novos irmãos e irmãs que a Providência preparou. E para quem trilhou um trecho do caminho com esses irmãos, permanece o compromisso de rezar e acompanhar os passos nessa nova missão. Que assim seja! 
Agradecimentos do povo da Paróquia São Guido

CHAMADOS PARA O SERVIÇO...

“Trabalhar com as Pastorais da Igreja é assumir com alegria a missão de servir a comunidade”

Sônia Rodrigues - Xaveriana Leiga
Caríssimos irmãos e irmãs, recebi um desafio, escrever sobre minha experiência nos trabalhos pastorais. Confesso que a princípio tive uma imensa vontade em declinar de tal compromisso, pois, não é uma tarefa fácil sintetizar em palavras tudo o que vivemos nas várias experiências comunitárias e pastorais. Contudo, refletindo sobre o que escrever, percebi que partilhar com os irmãos e irmãs minha experiência, é senão  relatar a vivência de muitos que como eu amam sua Igreja e procuram com dificuldades muitas vezes, viver sua fé e seu compromisso como batizado.
Todos somos chamados a junto com Cristo ser “Igreja viva” e levar o Evangelho a todos aqueles que não o conhecem. Conclui então que como eu, todos passamos pela primeira grande experiência: “A Primeira Eucaristia”. Para mim particularmente, dia inesquecível. Lá obtive os primeiros contatos com Igreja, lá brotou o amor por Jesus Cristo e a sua Igreja. Desse modo, na adolescência, já estava mais que inserida na vida comunitária da Paróquia Jesus Cristo Operário, membro da Capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Na época uma simples casa no conjunto Habitacional Almirante Nubar Boghossiam, conhecido carinhosamente como “Nubar”, nome qual rendia muitas piadas nos encontros paroquias.
Pertencer a uma Paróquia com Padres Missionários foi de fundamental importância para minha formação Cristã. Ela me proporcionou construir uma visão de mundo e de uma Igreja voltada para missão, uma igreja capaz de se inserir na vida do povo, e em especial os pobres e excluídos. Vem daí minha admiração e carinho pelos Missionários que abraçam a Missão em outras terras, outros povos, novas culturas, porém, com alegria de construir um mundo onde todos sejamos uma só família. Como nos diz Papa Francisco: “É preciso demolir os muros que dividem países e pessoas e construir pontes que permitam diminuir as desigualdades. Denunciando a “cultura da indiferença” e a “cultura do descarte”, pregar a “cultura do encontro” e a “cultura da misericórdia”.
Fazer parte do Grupo Vocacional (A Sementinha), grupo de adolescentes, ser catequista e participar da Pastoral da Juventude do Brasil na PJMP, foi essencial para consolidar ainda mais este compromisso tornando-me assim capaz de assumir novos desafios na Coordenação Paroquial da Liturgia e a oportunidade de iniciar uma caminhada como Leiga Missionária Xaveriana. Não poderia deixar de dizer que parte do que me tornei deve-se aos padres Xaverianos, por minha caminhada até os dias de hoje  na Igreja, na Comunidade e na Paróquia. Vivenciar o Carisma Xaveriano foi de fundamental importância para minha formação e vivência Cristã. Queridos irmãos e irmãs, finalizo meu breve relato com estas belíssimas palavras: “Amar e servir com alegria”, esse deve ser o sentimento de todas as pessoas que aceitam contribuir com seus dons para as mais diversas pastorais da Igreja católica que buscam através de suas ações, atenderem determinadas situações em uma realidade específica, tendo como foco principal difundir os ensinamentos deixados por Jesus nos evangelhos. (Padre Geraldo de Paula - Missionário Redentorista)


segunda-feira, 29 de maio de 2017

A VIDA COMO UM RIO

NOS TRILHOS DAS ÁGUAS 

Sem motivos aparentes, sem aviso prévio aos desprecavidos normais, surge no meio do quase nada, em um lugar qualquer, um fileto, um marejo, um minúsculo broto de água em busca do vento na cara. Um rebento que sai em busca de conquistas, sonhos, realizações, quais não constam nos escritos das aventuras do tal. Quando este desperta deixa o cume e desaba pondo a sua marca, seu rastro no torrão onde passa. Obstante, por sua miudeza, até uma folha pode ser um obstáculo. É aí que sua audaz vontade de descer acumulada lhe permite superar passando por cima ou contornando-o o que lhe impede de segui. A causa desta vontade é a busca de ter o sol na cara ou simplesmente se permitir ser naturalmente natural.
Ninguém sabe onde esta pequena corrente vai. Ela própria não sabe. Ela vai sem pretensões maiores. Tudo o que busca é vagar sem ter o rumo certo e realmente ter a luz do sol na testa. Ela se faz o sujeito de seu próprio destino, como peregrino vaga a fim somente de ser o que é.
Ao longo de seu caminho outros filetos que marejam em sua volta correm (desabam) com o mesmo tom quando surpreendidos por um desfiladeiro que os tornam UM. Um único, um fio, uma corrente. Agora aqueles que formaram este já podem ser notados com mais destaque e seus rastros são profundos, os seus murmúrios já podem ser ouvidos a passos de distancia.
Agora o lugar da folha é ocupado por uma pedra que lhe faz resistência ao caminho. Do mesmo modo, este acumula forças sem intenção de remove-la, mas, de superar-se a si mesmo contornando-o por um lado ou por outro. Em ambas as circunstâncias faz bem a fluidez, pois este corre, não para recuperar o tempo perdido, é só um jeito de comemorar. Até o seu murmúrio de festa é ouvido mais longe.
A esta altura já não vive só para si. As raízes das arvores que lhe contornam são lançadas para mais perto do seu discreto leito para suster a vitalidade. A este ponto já são filetos, mais, filetos que se uniram, é chegada a hora da decisão. O destino os uniu e agora são alvos do mesmo destino sem  dramas. 
A procura de acomodações, de ser o que é, gota em gota  vão ficando de lado até formar um enorme lago, pântano, brejo, como queiras chama-los. Alguns olheiros diram que foi por acidente, e é um erro não lutar para seguir em frente, pois ali não tem vida. No entanto elas permanecem ativas, criam o seu próprio dinamismo. Algumas sementes que lhes cercam, nascem e crescem abundantemente. Este seu estado não é ruim. Alguém pode até dizer que é apenas uma poça de lama, porém, este seu estado poderá abreviar o seu renascimento. Elas não ficam somente por ficar, ficam por sua realização.
Neste ponto da aventura, do fluxo, já temos uma boa corrente. Ao seu alcance crianças e adultos pulam, brincam, divertem-se até esquecerem-se do tempo. E assim sai cortando vilas, vales e matas. Sendo abrigo, caminho, matando sede e fome.
Tudo acontece de improviso. Assim, como o primeiro fio, todas os outros que buscavam seu caminho se encontram por acaso. Ambas tiraram forças para superar todas as dificuldades encontradas na via. Mesmo nos impasses aceitaram ser companhia de modo que cresceu o ciclo de relação e isto tornou-os forte e insuperável por qualquer obstáculo. Aqui encontramos um RIO, um rio da vida.
A trilha agora é profunda. Sendo rota de destino para muitos vai além de expectativas primarias. Seu caminhar segue. E a cada novo passo toma novo vigor e sua grandeza torna-se majestosa. Em comunhão, todos, em seu caminho encontram a uma recepção que lhe envolve pouco a pouco até que se percebem sucumbidas pela imensidão do MAR. Mar da existência que lhe abraça e o faz ser como todos os filetos. Embora seu caminho tenha sido diferente, seu destino foi o mesmo. E tudo aconteceu em seu próprio caminho.
Quem ficou, quem foi, fez o seu certo, foi natural. Agora pode desbravar o infinito na agitação ou calmaria.
Dizem que as pessoas inconstantes são como as ondas do mar: morrem na praia. Uma onda não morre na praia. O contrário: se realiza. De longe ela junta suas forças e ao chegar simplesmente se entrega, se joga, derrama... Ser testemunha de um fenômeno assim grandioso é estimulante. A onda ao perder sua força não fica frustrada. Ela volta e se refaz até conseguir beijar a praia. Ela faz tudo por um beijar eterno, por sentir o calor, o abraço aconchegante da praia que acolhe sem fugir, sem fingir. Depois que esta atinge a sua realização, deixa a sua marca, deixa sua essência embeber a areia e agora são um. São dois em um. Ninguém consegue ver que tornaram eternos amantes. Para um olhar simples é um mero morrer na praia. Para eles é encontrar o seu destino e viver intensamente o momento presente.
As vezes somos onda, as vezes somos areia da praia. Quando onda, buscamos uma praia que não sabemos se ela nos espera. Quando praia, esperamos uma onda que não sabemos quando chegar. Mesmo sem saber se viveremos a plenitude de um encontro, continuaremos indo, continuaremos esperando.
A grandeza de cada ser está em si. A sua bravura o faz forte. E assim, enquanto chegam as duvidas de em qual estação estamos, concluiremos que podemos, que pode ser sempre a estação de um recomeço.
Agora, como um ser diferenciado, façamos os cálculos e nos ponhamos como as tais gotinhas que emergiram de um lugar sem ao menos ser notado. Qual é a nossa marca? Quais são os espaços que irrigamos a fim de que produzam frutos? A quem saciamos a sede?

Em nossos dias possamos superar folhas, pedras e qualquer obstáculo em nosso caminho. Na poesia do viver superemos os nossos próprios limites e nos tornemos navegantes em nosso próprio existir.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Acontecimentos...

CRISMA NA PARÓQUIA SÃO GUIDO MARIA CONFORTI

Ocorreu no sábado, 13 de maio de 2017, às 18hs, na Comunidade Nossa Senhora Auxiliadora, com a presença do bispo diocesano Dom Airton José dos Santos. Receberam o sacramento da Confirmação cerca de 70 jovens. Desejamos que a caminhada iniciada com esta celebração se concretize agora com o engajamento pastoral nos diversos serviços que a Igreja necessita. Perseverança no seguimento! Parabéns a todos! 



5ª JORNADA NACIONAL DA 'IAM'

Foi celebrada na arquidiocese de Campinas no domingo, 21 de maio de 2017, as 9:00hs, na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, situada no bairro Vila Real, cidade de Hortolândia (SP). O evento reuniu paróquias da arquidiocese onde existem grupos da IAM e teve a finalidade de celebrar o aniversário dos 174 anos de vida da Obra Missionária, fundada no dia 19 de maio de 1843.
Elaboração dos cartazes para a caminhada
Caracterização de São Guido
Como acontece todos os anos a caminhada do "Bate lata missionário", esse ano não foi possível em virtude do tempo chuvoso que estava. Os participantes se reuniram na igreja Nossa Senhora do Rosário e alí fizeram as 05 reflexões previstas para a caminhada sobre o Continente da Oceania, como sugeria o tema da Jornada. A seguir foi feita a Celebração Eucarística e nela a entrega dos cofrinhos e a consagração das crianças e adolescentes da IAM.
Agradecemos aos assessores da Paróquia São Guido Maria Conforti que colaboraram nesta atividade e parabenizamos todos pelo esforço, carinho e alegria dispensada para os grupos da Infância e Adolescência Missionária! "De todas as crianças e adolescentes do mundo, sempre amigos!'
Assessores e crianças da Paróquia São Guido Maria Conforti

ENCONTRO DO SETOR XAVERIANO 'HORTOLÂNDIA-PIRACICABA'

Ocorreu na segunda-feira, 22 de maio de 2017, na Paróquia Imaculado Coração de Maria, em Piracicaba. A temática refletida foi "Maria, mãe de Jesus", assessorado pela Ir. Beth Espinhara (xaveriana). A reflexão percorreu o olhar dos evangelistas sobre Maria, perpassando também a concepção xaveriana, seja de São Guido, como de Pe. Giacomo Spagnolo e Madre Celestina Bóttego, que durou até o momento do almoço, as 12:00hs. No período da tarde tratou-se sobre atividades do setor, assim como da Região, sobressaindo entre outras coisas o Encontro vocacional e o Encontro da Juventude Xaveriana, programada para os próximos meses.






Gratidão à Ir. Beth que conduziu a reflexão, e a todos os confrades que estiveram presentes! Que São Guido Maria Conforti interceda pela nossa caminhada e missão!







sexta-feira, 19 de maio de 2017

Aniversário da IAM


Nossos cumprimentos de alegria para todos que participam desta obra missionária no mundo inteiro! Celebrar 174 anos da IAM é render graças ao Senhor por suscitar na Igreja esta obra confiada de maneira especial às crianças, que são as protagonistas da evangelização nos diversos espaços onde se reúnem em grupos. Que a semente continue sendo lançada, cultivada no coração...E ela certamente brotará e alcançará os confins do mundo! Parabéns! Felicidades!


segunda-feira, 24 de abril de 2017

Encontro do Setor Xaveriano...

A vida xaveriana se nutre e se expressa na comunidade, lugar onde partilhamos nossa vida, ajudamos e somos ajudados, e assim a missão à nós confiada se torna possível. Vivendo o tempo pascal marcado pela alegria da ressurreição de Jesus Cristo, o setor xaveriano Hortolândia-Piracicaba realizou nesta segunda-feira, 24 de abril de abril de 2017, o seu encontro mensal, na Comunidade do Noviciado.
O tema de reflexão foi "São Guido e Maria", sob a assessoria de Pe. Alfiero Ceresoli, aproveitando o incentivo do Ano Mariano instituído pela Igreja do Brasil em comemoração aos 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida. Ele comentou que a temática é uma boa provocação para uma estudo mais aprofundado, considerando que o fundador não possui uma acentuação mariana, como se pode observar em outros fundadores, para os quais há uma visibilidade devocional bem definida e forte. Segundo padre Alfiero, "São Guido não tem uma orientação marial, o que não significa que falte devoção a Maria. A doutrina, a espiritualidade, o caminho de santidade, o carisma de São Guido é Cristocêntrico, radicalmente Cristocêntrico."
O segundo momento do encontro foi informações sobre as atividades do setor e encerrou-se com a confraternização pascal entre os irmãos, na chácara da comunidade. À todos, desejamos uma boa continuidade de caminhada e missão!








terça-feira, 18 de abril de 2017

Ele ressuscitou! Aleluia!


"O amor de Cristo é que nos impulsiona" (2 Cor 5, 14)

É nesta certeza que cumprimentamos todos que nos acompanham neste espaço, externando nosso abraço de Feliz Páscoa no Cristo Ressuscitado! Vivenciar a páscoa é aceitar sonhar o sonho de Deus para a humanidade, colocando-se a serviço dos irmãos e irmãs com a particularidade que só o AMOR confere. Precisamos insistir cotidianamente nos pequenos gestos de amor que com o tempo passará a ser espontâneo, e assim também aprender a identificá-los já presente em nossa sociedade. Eles existem e precisamos valorizá-los. Isto significa RESSURREIÇÃO! Abraços e boa caminhada pascal para todos!
                 Animados pelo amor de Cristo, saiamos para anunciá-Lo ao mundo!!!













sábado, 25 de fevereiro de 2017

Infância e Adolescência Missionária...

(Giomar Henrique)
“De todas as crianças e adolescentes do mundo, sempre amigos!”
 
A Infância e Adolescência Missionária (IAM) da Paróquia São Guido Maria Conforti deu início às suas atividades em 2017 com a missa de abertura no domingo, 12 de fevereiro de 2017, presidida pelo pároco Pe. Lucas Marandi. A missa realizou-se na comunidade Santa Edwiges (Jd. Nova América), as 8:00hs, em ação de graças também pelo aniversário do grupo da respectiva comunidade que completou 2 anos de caminhada.
A celebração foi preparada com dedicação e carinho, seja os cantos e a liturgia como toda, com a colaboração dos assessores. Ao longo da celebração deu-se destaque: na procissão de entrada, com as crianças e adolescentes que fizeram as leituras; no ofertório, onde além do pão e do vinho para a consagração, ofertou-se também cachos de uva, pão caseiro, alimentos para a cesta a ser doada na comunidade, assim como as lembrancinhas e o terço missionário; no momento de comunhão, buscando aproximar ainda mais as crianças do banquete que é a Eucaristia, organizou-se a partilha de bisnaguinhas logo após a comunhão dos adultos. Todas as crianças receberam na alegria de quem sente-se parte da mesma mesa da refeição.
Durante a homilia Pe. Lucas questionou a assembleia a respeito das crianças e adolescentes da IAM perguntando se todos conheciam quem eram, o que faziam, por que existiam. A seguir, aproveitou para contar um pouco da história da Infância Missionária, o seu surgimento com a iniciativa do bispo Dom Carlos Forbin, orientado pela Paulina Jaricot, em 1843, na França. Os missionários amigos de Dom Carlos narravam-lhe por meio de cartas a gritante realidade que viviam as crianças da China naquele período. Deste apelo, nasceu o projeto missionário na qual as crianças foram as protagonistas: uma Ave-Maria por dia e uma moedinha por mês. Ganhava vida assim a pequena semente da Obra Santa Infância, hoje, Infância e Adolescência Missionária, que se espalhou pelo mundo inteiro.

Hoje as crianças e adolescentes missionários assumem o mesmo compromisso: oração e solidariedade. São os dois aspectos que contribuem para que o Reino de Deus se difunda na vida de todos. Na recém Paróquia São Guido, os grupos caminham com o objetivo de se expandir para outras comunidades, considerando que é um projeto belo, um canteiro de vocações missionárias que merece todo cuidado e consideração por parte de toda a Igreja.
No término da missa, o pároco parabenizou o grupo pela preparação e participação, desejando que continuem a crescer no espírito missionário e possam assim envolver mais pessoas. A festa continuou no salão paroquial com o “parabéns” pelo aniversário do grupo Santa Edwiges e a partilha do bolo.
Parabéns missionários e missionárias da IAM! Que a caminhada de vocês continue acendendo a chama do amor nos diversos corações! Que São Guido Maria Conforti, São Francisco Xavier e Santa Teresinha rogue as bênçãos de Deus por cada um de vocês e seus familiares! Felicidades!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Vem e segue-me

       

Quando falamos de vocação, proclamamos o testemunho de nosso chamado a todos. Cada ser humano tem esse precioso dom dentro de si, como diz um padre xaveriano: “não tenho vocação, sou vocação”. O chamado que o Senhor faz a cada um de nós é algo muito particular e é tão real como a luz do dia. Ele continua chamando em todos os tempos para dar continuidade a sua obra salvífica no mundo. Percebemos como o mundo tem sede da Verdade que é Deus e nós como chamados temos a responsabilidade de levar ao mundo essa Luz que clareia qualquer escuridão. Nosso Senhor nos diz claramente que somos o sal e a luz do mundo (Cf Mt 5,13-14).
Observamos ao longo de toda a Sagrada Escritura que a vocação é uma iniciativa de Deus, assim como toda a obra de Redenção é iniciativa do Amor de Deus: Nós amamos porque ele nos amou primeiro (Cf. 1Jo 4, 19). A prova de que Deus nos ama é que Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores (Rom 5, 8), Ele deu tudo “antes”, sempre faz tudo por nós, antes. Ao tratarmos da vocação que Deus nos chama antes mesmo do nosso nascimento é necessário entrarmos no mundo “sobrenatural” da fé, sem adentrarmos essa realidade não poderemos corresponder ao chamado de Deus, chamado esse que vai muito além do aqui e o agora: “sem a fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11,6). Sei em quem acreditei – diz São Paulo em momentos difíceis -, e estou certo de que ele é poderoso para guardar até aquele dia o bem a mim confiado (2 Tim 1,12). No caminho da vocação, Deus é quem vai na frente como Bom Pastor: Eu sou o Caminho (Jo 14, 6). A pessoa que esta no mundo da fé, acredita nele, crê na Providência e, quando aparece na vida a Cruz, a injustiça, o cansaço, a solidão, a incompreensão, a sensação de inutilidade e fracasso…, não desanima nem abandona o caminho, não renega da vocação nem se recusa a continuar.
A nossa vocação cristã é um dom do Amor de Deus, um dom eterno: Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com toda bênção espiritual nos Céus, em Cristo. Nele, Deus nos escolheu, antes da criação do mundo, pra sermos santos e íntegros diante dele, no amor...(Ef 1, 3-6).



A vocação para a vida religiosa e o sacerdócio é um grande dom eterno e gratuito do Amor de Deus. Segundo João Paulo II é “um mistério um dom que supera infinitamente o homem”. A vocação dos primeiros seguidores mostra isso de maneira clara. Todos eles são “surpreendidos” por Cristo, que os procura e chama (Não fostes vós que me escolhestes…: Jo 15, 16); e lhes faz ver que os tinha escolhido desde toda a eternidade (mal vê Simão, irmão de André, fala-lhe como a um conhecido íntimo Jo 1, 42).
A partir do momento em que correspondem à vocação, já não há planos pessoais, nem há um roteiro pré-estabelecido por Cristo. O caminho agora, é o próprio Cristo, dia a dia, e o roteiro são, em cada momento, os seus passos. Diz Pedro: eis que nós deixamos tudo para te seguir. Que haverá então para nós? (Não sabia o que viria, nem Cristo lhe explicou com detalhes: Jesus disse-lhe apenas que não ficaria sem nada, mas teria o cem por um (Cf. Mt 19, 29). A resposta dos discípulos é confiante, baseada na fé, mesmo que tudo fique na escuridão; tendo a disposição de seguir Jesus aonde quer que vá (Cf. Mt 8,19).
E, na hora da grande crise, após o discurso do Pão vivo, quando muitos abandonam o Senhor, Jesus também não explica nada aos Apóstolos desconcertados. Apenas lhes pede uma nova confiança na chamada, abandono e entrega total em suas mãos: Vós também quereis ir embora? E Pedro responde: Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens palavras de vida eterna, e nós cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus (Jo 6, 67-69).
A vocação exige de nós fidelidade. Ser fiel não é “viver a vocação como desejo”, mas realizar o plano que a Vontade de Deus me pede, e isso pressupõe alegrias, conquistas, tristezas e derrotas. Se queremos ser fiéis, devemos estar dispostos a não ser o “santo” que nós desejaríamos, mas o “santo” que Deus quer que sejamos, e que quase nunca coincide com o ”nosso”. Vemos que Deus põe à prova a nossa fidelidade, para fortalecê-la e torná-la mais sobrenatural, e isso não é um mal, é um bem (Cf. Tg 1, 2-4 Rm 5, 3-5). Na vida existem provações, tentações, que são permitidas por Deus (digo permitidas, pois existem certas tentações provocadas ou alimentadas por nós). Essas provações podem ser interiores, espirituais ou psicológicas: aridez, angústia, amargura, depressão; podem ser corporais, como uma doença física ou um acidente que nos deixa limitados fisicamente; ou podem ser externas, como uma perseguição, uma calúnia, uma injustiça, uma grave dificuldade financeira, etc. Os seguidores e o próprio Cristo sofreram todas essas tribulações basta olharmos atentamente os evangelhos e as cartas de S. Paulo.
Diante de tudo o que foi exposto, não esqueçamos: podemos ter a plena confiança de que “Aquele que nos chamou é fiel” (Cf. I Ts 5, 24) e conhece muito bem nosso coração “sabe de que barros somos feitos” (Cf. Sl 103.14). O chamado é exclusivo Dele. Nós somos apenas seus servos que ao dizer nosso sim cotidiano contamos com toda a sua graça para seguirmos correspondendo ao seu chamado de amor que nos realiza nos mais íntimo de nosso ser. De nós apenas pede a disposição do coração: “Vem e segue-me”.




Everson L. Kloster

sábado, 4 de fevereiro de 2017

IAM Arquidiocese de Campinas...

(Giomar Henrique)
"De todas a crianças e adolescentes do mundo, sempre amigos!"

Ocorreu neste sábado, 04 de fevereiro, no Noviciado Xaveriano, a primeira reunião 2017 dos Assessores da Infância e Adolescência Missionária da arquidiocese de Campinas, com a presença de 12 participantes. No encontro se partilhou a respeito: 1)-da formação ocorrida no domingo, 29 de janeiro, na comunidade Nossa Senhora Aparecida, Paróquia São Francisco de Assis, Monte-Mor; 2)-sobre a implantação do grupo de Juventude Missionária na Paróquia São Joaquim e Sant'Ana, com o a tarde de formação prevista para o dia 18 de fevereiro na Comunidade São Paulo Apóstolo; 3)- do calendário de atividades marcadas para o corrente ano, com espaço para modificações e sugestões;
Assessores na reunião
Os assessores enfrentam a evasão e a rotativa constante de lideranças, seja coordenadores ou os próprios assessores, dentro dos seus respectivos grupos, o que acaba fragilizando a caminhada. Embora estes desafios, continuam sonhando e buscando alternativas de fazer crescer a semente missionária plantada no coração de cada um e cada uma que participa dos grupos.

Formação na Comunidade Nossa Senhora Aparecida (Monte-Mor)
Desejamos a todos um abençoado ano de caminhada e missão, rogando a proteção de Maria, Estrela da Evangelização!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

A PARÁBOLA DA ROSA


Certo dia um grupo de pessoas desejosas de encontrar a Deus e saber como reconhecê-lo na vida, nas flores, no canto dos pássaros e no brilho das estrelas foi visitar um monge retirado nas montanhas e tido por todos como santo. Depois de uma viagem longa, cansativa, mas cheia de esperança, o grupo chegou à cabana do monge: uma casa simples, pobre, ornada por um pequeno jardim onde estavam floridas várias rosas. Um dos visitantes falou para o monge: “Um dos motivos de nossa visita não é distraí-lo da sua intimidade com Deus, nem perturbar o seu silêncio, mas, simplesmente pedir sua ajuda para podermos chegar a reconhecer Deus em todos os conhecimentos e coisas do mundo. Sabemos que Deus está escondido, mas como reconhecê-lo?”.
O monge, sem dizer nada, ofereceu a seus visitantes seu mais belo sorriso. Depois de tê-los olhado um por um, disse: “Esperem, vou pegar a tesoura para cortar vários botões de rosa”. Cortou os botões mais belos. Deu um botão à cada um e depois disse: “Voltem para a cidade”. E a cada um deu uma tarefa. Um deveria entregar o botão de rosa a um bêbado da calçada; outro, a uma criança da creche; à própria mãe; a uma pessoa amiga; a uma irmã contemplativa. Depois deveriam voltar para comentar o que tinha acontecido. Partiram bem alegres com suas rosas. Depois de alguns dias voltaram para relatar ao monge a experiência da entrega dos botões de rosas.
Quem tinha dado sua rosa para o bêbado disse com muita raiva: “Dei a rosa a um bêbado deitado na calçada. Ele não gostou nem um pouquinho porque o acordei. Olhou-me de mau humor, disse-me uma ladainha de palavrões que me fizeram ficar vermelho e jogou-me a rosa na cara”.
Quem tinha oferecido a rosa a uma criança da creche não estava também muito feliz. “A minha rosa”, disse, “foi recebida, e depois de um pouco a criança arrancou uma a uma as pétalas e jogou fora o resto. Fiquei triste. A rosa mereceria um tratamento melhor”.
Quem tinha oferecido a rosa à mãe estava sorridente: “Minha mãe acolheu a rosa com muita alegria. Ficou maravilhada porque, até então, nunca lhe tinha dado uma rosa. Abraçou-me e beijou-me com carinho. As lágrimas correram soltas no seu rosto. Comoveu-se e comoveu-me”.
Disse o outro: “Arranquei uma pétala da rosa, escrevi nela ‘Teresa eu te amo’ e coloquei-a numa carta e a enviei à minha maior amiga. Não tardou a chegar uma carta cheia de sentimento de gratidão e de amor. Senti grande comoção e alegria que não sei explicar”.
Quem tinha entregado a rosa a uma monja carmelita de clausura estava radiante de alegria. A irmã recebeu a rosa e começou a louvar e bendizer a Deus por sua bondade e cantou o Magnificat de todo o coração.
O monge escutou silencioso todos esses relatos. Depois recolheu-se em silenciosa oração e disse: “Meus irmãos, a rosa foi a mesma, a do bêbado, da criança, da amiga, da mãe, da contemplativa. Cada um leu a mensagem segundo seu coração e seus olhos. Assim, cada um vê Deus por aquilo que guarda dentro de si, pela força do seu amor e de sua fé. Deus está onde você sabe enxerga-lo”. E retirou-se ao silêncio de sua cabana. Os outros voltaram à cidade, ao trabalho, e daí em diante sentiram viva a presença de Deus em sua vida, em seu dia-a-dia.


Fonte: SCIADINI, Patrício. À procura de Deus. São Paulo: Edições Loyola, 1996. p.15-16.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Na presença da Eucaristia...

(Giomar Henrique)
Para nós xaverianos e assim toda a família xaveriana espalhada no mundo, a quinta-feira é por acentuação especial o dia de nos deter em adoração, mesmo por alguns minutos, diante do Santíssimo, pois, é Ele que nos chama e nos envia constante.
O segredo de toda amizade profunda é sempre a ‘presença’, mesmo quando separado pela distância do espaço geográfico. Para os cristãos, e especificamente aos xaverianos, permanecer algum tempo diante de Jesus Eucarístico é cultivar esta amizade que dá significado para o nosso chamado missionário. Nesse sentido, recordo alguém que orientava-nos um retiro anos atrás, e destacava o seguinte: “Devemos manter contato frequente com Aquele que nos envia”. E este contato é o segredo precioso de toda vocação. São Guido Maria Conforti na Carta-Testamento nº 10, destaca três aspectos importantes para a nossa vida missionária:
“E ao despedir-me de vós, permiti que, resumindo o que já foi dito, eu exprima um voto: o voto de que a característica que deverá distinguir os membros presentes e futuros da nossa Pia Sociedade, seja sempre a resultante destes coeficientes:
-Espírito de Fé viva que nos faça ver a Deus, procurar a Deus, amar a Deus em tudo, excitando em nós o desejo de propagar seu Reino por toda a parte;
- Espírito de Obediência pronta, generosa, constante em tudo e a todo custo, para alcançar a vitória prometida por Deus ao homem obediente;
- Espírito de Amor intenso pela nossa família religiosa, que devemos considerar como Mãe e de caridade à toda prova pelos membros que a compõem; ”

Que unidos na oração possamos construir o Reino de Deus!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

2 anos de caminhada e missão...

A Paróquia São Guido Maria Conforti (Jardim Novo Ângulo, Hortolândia -SP) celebrou na terça-feira, 17 de janeiro, seu aniversário de 2 anos de existência. Na ocasião ocorreu a Celebração Eucarística na Comunidade Nossa Senhora Auxiliadora, as 20hs, presidida pelo pároco Pe. Lucas Marandi, com a presença de muitos paroquianos e amigos.
Festejar anos é recordar onde tudo começou, é olhar a estrada percorrida com sentido de gratidão e projetar novos passos a serem trilhados. Nesse sentido, folheando os registros da história de sua criação, chegamos à Paróquia Nossa Senhora Aparecida, situada no bairro Jardim Rosolém, da qual fazia parte as seis comunidades que constituiriam a nova paróquia no decorrer dos anos. O processo de criação iniciou em 2010, ainda na gestão do arcebispo Dom Bruno Gamberini, como Área Pastoral São Guido Maria Conforti, que ficou sob os cuidados dos padres xaverianos da Comunidade do Noviciado: Pe. Alfiero e Pe. João Bortoloci. Vindo Dom Bruno a falecer em 2011, assumiu em 2012 como novo arcebispo de Campinas, Dom Airton José, e um novo pedido para a criação da nova paróquia foi feito, o que veio a acontecer oficialmente no dia 17 de janeiro de 2015. Ao longo desse processo a Igreja caminhou e se organizou, crescendo como comunidades que sonham e se unem no desenvolvimento da evangelização.

Parabéns à todos que formam esta família paroquial São Guido! Que possam crescer sempre mais nesta dimensão do serviço missionário aos irmãos e irmãs necessitadas, imitando também o próprio padroeiro no que se refere a missão além-fronteiras! Felicidades!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Apenas um cartão...

(Giomar Henrique)

“Como a corça bramindo por águas correntes, assim minha alma está bramindo por ti, ó meu Deus! ” (Sl 42, 2)

Cumprimentos de paz e alegria, gente querida! Feliz 2017!
Adentramos o novo ano com alegria de quem acredita na presença do Deus encarnado em nossa história e por isso faz da caminhada espaço de construção do Reino. No início de todo projeto, empreendimento, sonho, existe uma força motivadora que coloca pessoas em busca do diferente, traduzindo assim na grande novidade. Inebriar-se por esta atração é o elemento fundamental para quem aposta no nascimento do novo, porque o novo deve hospedar-se no coração antes de ser concretizado em ações externas. O ano novo que vivemos traz em si esta oportunidade recheada de possibilidades, competindo-nos esboçar, aperfeiçoar e concretizar os projetos, não somente pessoais, mas também aqueles que promovam a dignidade dos irmãos e irmãs que clamam por mais vida.
O Salmo 42,2 destaca de forma indubitável o aspecto humano tão comum e presente em nossa rotina de vida, especialmente após uma longa andança: a sede. Quem tem sede vai a procura de água, não tem outra alternativa. Vai à fonte buscar, vai ao vizinho pedir, vai ao mercado comprar, faz uma captação da chuva... enfim, encontra modos diverso de saciar esta necessidade. Precisamos da sede, não apenas como necessidade física, mas, como espiritualidade que nos coloca em movimento, para não cairmos na comodidade, no contentamento, na pura aceitação do “o que vir, está bom”. Viver é muito mais que isso. Adotar esta atitude passiva é negligenciar os dons do Divino plantado em cada um de nós. Como cristãos, a responsabilidade de espalhar o Bem em nossa Casa (o mundo inteiro) não é opcional.
O Papa Francisco em sua mensagem para o 50º Dia Mundial da Paz (1º de janeiro de 2017), enfatizou a importância de cultivar a prática da não-violência ativa como estilo de uma política de paz. Nesse propósito desejou que “Sejam a caridade e a não-violência a guiar o modo como nos tratamos uns aos outros nas relações interpessoais, sociais e internacionais. [...] Desde o nível local e diário até ao nível da ordem mundial, possa a não-violência tornar-se o estilo característico das nossas decisões, dos nossos relacionamentos, das nossas ações, da política em todas as suas formas”. Ele pontuou que o período contemporâneo vivencia uma terrível guerra mundial aos pedaços (guerras em diferentes países e continentes, terrorismo, criminalidade e ataques armados imprevisíveis, abusos sofridos pelos migrantes e as vítimas do tráfico humano, a devastação ambiental). Diante deste cenário, nos alerta que “A violência não é o remédio para o nosso mundo dilacerado. Responder à violência com a violência leva, na melhor das hipóteses, a migrações forçadas e a atrozes sofrimentos, porque grandes quantidades de recursos são destinados a fins militares e subtraídas às exigências do dia-a-dia dos jovens, das famílias em dificuldade, dos idosos, dos doentes, da grande maioria dos habitantes da terra. No pior dos casos, pode levar à morte física e espiritual de muitos, se não mesmo de todos”. O Papa nos convoca enfatizando que ser verdadeiro discípulo de Jesus significa aderir também à sua proposta de não-violência, na qual o amor ao inimigo constitui o núcleo da “revolução cristã”.
A imagem do cartão, que intitula o presente texto, possui três motivações que geram alegria. É verdade que pode existir muitos outros, porém, por hora nos detemos nesses: 1º)- pela simplicidade como veículo de comunicação, carinho e gratidão por quem consideramos com estima e amizade; 2º)- porque podemos elaborar a nosso modo. E a riqueza estar no cuidado e dedicação que percorre todo o seu processo de confecção; 3º)- pela maneira como se entrega, se oferta ao destinatário. Seria estranho um cartão carregado de coisas boas ser entregue de maneira fria, jogado, ou como um ato puramente mecânico, sem vida. Pode acontecer, pois, não é fácil e tão simples como parece. Requer exercício de humanização, proximidade. Porém, podemos e precisamos crescer também nestes pequenos gestos.
São Guido Maria Conforti no encontro com o Crucificado iniciado na infância e cultivado ao longo de sua vida, aprendeu a amar o mundo inteiro, acolhendo o mundo como família, como lar. Como filhos e herdeiros desta missão, somos chamados também a imitá-lo nesta prática do colóquio com o Ressuscitado, o Emanuel chegado no natal, para que assim possamos de fato ser anunciadores do seu infinito amor aos confins do mundo. Que a sede deste encontro possa ser sentida em nossa vida, sobretudo no decorrer desse ano que inicia. No atual contexto, o cartão-vivo de Deus dirigido à todos os povos do mundo, somos nós: eu, você, ele, ela, aquele, e tal. Que possamos abrasar os corações e promover a vida, a paz, o amor, colocando toda nossa criatividade a serviço do Bem. Um abençoado ano para todos nós!!!