segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Páscoa do nosso querido Pe. Humberto

NOTA DE REENCONTRO
Declaro por meio deste que domingo, 13 de novembro de 2016, Pe. Humberto Vega teve que sair as pressas para um encontro inadiável com seu Pai. Ele pede perdão por sair assim sem avisar ninguém, mas o assunto que precisam tratar era de extrema importancia e sigilo.
Porém deixou por escrito em seu legado que aguarda encontrar a todos nesse lugar chamado Paraíso e garante que nossa mãe Maria estará as portas para nos acolher.
Que possamos levar o testemunho de
 vida missionária de Padre Humberto como exemplo para buscar e merecer o Céu. Até breve.
*Renato Ruy – Piracicaba






Nota De Reencuentro:
Declaro por este medio que el pasado domingo, 13 de noviembre de 2016, el Misionero Xaveriano, Humberto Vega tuvo que salir a toda prisa para una cita impostergable con Él Padre. Piide perdón por salir así sin avisar a nadie, pero el tema que necesitaban tratar era de extrema importancia y sumamente secreto. Pero dejó por escrito en su legado que espera encontrar a todos en ese maravilloso lugar llamado Paraíso y garantiza que nuestra madre María estará a sus puertas para recibirnos. Que podamos llevar el testimonio y el legado de vida misionera como sacerdote del Padre Humberto, como un verdadero ejemplo para esforzarse y trabajar, plenamente para merecer el cielo. Hasta pronto.

"A morte não é nada.
Apenas passei ao outro lado do mundo.
Eu sou eu. Você é você.
O que fomos um para o outro, ainda o somos.
Dá-me o nome que sempre me deste.
Fala-me como sempre me falaste.
Não mudes o tom a um triste ou solene.
Continua rindo com aquilo que nos fazia rir juntos.
Reza, sorri, pensa em mim, reza comigo.
Que o meu nome se pronuncie em casa
como sempre se pronunciou,
sem nenhuma ênfase, sem rosto de sombra.
A vida continua significando o que significou: continua sendo o que era.
O cordão de união não se quebrou.
Por que eu estaria fora dos teus pensamentos, 
apenas porque estou fora da tua vista?
Não estou longe, somente estou do outro lado do caminho". 
SANTO AGOSTINHO




quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Graças ao Senhor pela sua Fidelidade!

“Cantarei para sempre o amor de Javé, 
Anunciarei de geração em geração a tua fidelidade” (Sl 89)

           
2 expediçao de Xaverianos a China 
Em toda história do povo de Deus, podemos sentir, ouvir e ver sua Fidelidade. Nós Missionários Xaverianos fomos fundados em 1895 por São Guido Maria Conforti, Bispo de Parma – IT, com o objetivo de anunciar o Reino de Deus e a sua Palavra de Amor aos não-cristãos. Nossos primeiros missionários foram enviados pelo fundador à China, ali iniciaram um trabalho de Evangelização e Catequese com o povo, mostrando a beleza de ser um discípulo de Cristo. O primeiro grupo de missionários partiu à China em 1899; o segundo grupo partiu à China em 1904, composto de 4 missionários, entre eles Pe. Luigi Calza, que mais tarde se tornara Bispo de Cheng-Chow; o terceiro grupo de missionários chegou na China em 1906, entre eles estava P. Pietro Uccelli, hoje servo de Deus, em processo de beatificação.
D. Luigi Calza e P. Pedro Uccelli 
Os missionários Xaverianos estando na China, procuraram conhecer a cultura dos Chineses, seus costumes e tradições milenares. Em 1916, Dom Luigi Calza – Bispo de Cheng-Chow, após um período de conhecimento da Cultura, intuiu com a força do Espirito Santo que era necessário a fundação de uma Congregação Feminina de Religiosas para que o anuncio do Evangelho tivesse mais aceitação. Além do mais era mais fácil que pessoas da própria cultura, fizessem visitas nas casas e ajudassem na catequese. Desta forma, no dia 08 de agosto de 1916, é fundada a Congregação das Irmãs Josefinas. Dom Luigi Calza convidou para ser o diretor espiritual das irmãs, o Pe. Pietro Uccelli, lendo algumas cartas em que os dois se correspondiam percebe-se uma relação de amizade verdadeira entre dois irmãos que buscam anunciar o Evangelho até as últimas consequências.
D. Luigi Calza e D. Guido Maria Conforti
Em 1947, todos os Missionários foram expulsos da China, inclusive os Xaverianos, o contato com as Irmãs continuou, porém menos constante, pois o governo Chinês fechou completamente as portas da China para os Missionários. Aos poucos se perdeu o contato das Irmãs com os Xaverianos.
As irmãs, logo após a expulsão dos Xaverianos se dispersaram com medo do governo, uma parte do grupo das irmãs continuou em contato não deixando morrer a fé crista. Foram fieis como nos escreve o salmista: “Cantarei para sempre o amor de Javé, Anunciarei de geração em geração a tua fidelidade” Sl 89. Com FIDELIDADE AO SENHOR, as irmãs continuaram seu trabalho de evangelização e de testemunho do Evangelho.

Pe. Pedro Uccelli e Dom Luigi 
No ultimo dia 27 de outubro de 2016 celebramos o aniversario da morte de D. Luigi Calza, Missionario Xaveriano e fundador das Irmas Josefinas.
Hoje, em muitos lugares do mundo, inclusive na China se anuncia o Evangelho como os primeiros cristãos, com o Testemunho de Fidelidade ao Senhor e assim como formiguinhas se mostra a beleza de ser um cristão batizado.
Eis um sinal de Fidelidade ao Senhor destas irmãs corajosas! Na Fidelidade ao Senhor podemos Fazer do Mundo uma só Família!
Evanderson Luiz de Abreu, SX

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Conclusão do NOVINTER 2016

(Giomar Henrique Clemente)


Grupo 'NOVINTER' 2016
          Ocorreu nos dias 16 a 21 de outubro de 2016, na Casa de retiro Siloé (Mosteiro de São Bento - Vinhedo - SP),  promovido pela CRB-Campinas, com o tema "Espiritualidade na Vida Religiosa Consagrada", assessorado pelo Pe. Alfiero Ceresoli (Xaveriano). Com este encontro concluiu-se a sequência de 5 encontros programados para este ano. Foram semanas de vivência, estudos, oração, partilha e presença na caminhada no decorrer de 2016. Gratidão ao Senhor por nos possibilitar participar desta rica aventura formativa! Aos mestres e assessores pela presença, reflexão e testemunho! Aos amigos de caminhada (noviços e noviças), alegria e entusiasmo  na continuidade da resposta vocacional rumo à profissão dos votos! Em frente!!!


quinta-feira, 13 de outubro de 2016

II ConVocação

                                                                                                                     (Giomar Henrique)

Participantes no II ConVocação

No sábado e domingo, 08 e 09 de outubro, na Paróquia São Guido Maria Conforti (Hortolândia-SP), o Noviciado Xaveriano promoveu o II ConVocação- encontro vocacional para jovens de 15 a 30 anos, e teve cerca de 25 participantes. Os temas refletidos foram conduzidos por diversas pessoas convidadas, alargando assim a visão acerca da resposta vocacional que se expressa nas diversas possibilidades de viver o chamado de Jesus Cristo. Além da família xaveriana presente em peso (Pe. Augustin Mukamba, Pe. Felipe Garcia, Pe. João Bortoloci, Ir. Beth Espinhara, Pe. Alfiero Ceresoli, Patrícia Nunes, Leonardo Matheus), nos alegrou também a participação da Ir. Regina Célia (São José de Chambéry) juntamente com as noviças Magalie, Michelande, Myrlande, bem como o diácono Isael (Arquidiocese de Campinas) e o casal Renato e Edna, da Pastoral familiar.
Dinâmica conduzida pela Ir. Regina 
O primeiro dia do encontro iniciou as 8:00hs com a chegada, entrega do material, o café, seguida do momento de oração e apresentação. A iluminação bíblica do dia foi o texto de Lucas 5, 5 “Mestre, em teu nome lançarei as redes”, trabalhado de forma mais específica nos temas “Deus nos chama pelo nome”, “Vocação: um olhar na bíblia e na história de vida”, e os testemunhos vocacionais.
Pe. Augustin Mukamba
Na primeira reflexão, conduzida pelo Pe. Augustin, foi recordado que cada pessoa carrega em seu nome uma história e esta está inserida numa sociedade, num contexto. Todos foram criados por Deus para uma finalidade, uma missão, e nenhum ser humano está no mundo por acaso. Perceber isso é participar com a vida no projeto do Criador. Eis o chamado. Os jovens confrontaram a própria vida a partir das imagens bíblicas da anunciação (Lc 1, 26-38) e da sarça ardente na vocação de Moisés (Ex 3,1-14), acompanhado da indagação: “Qual a minha missão neste mundo?”. A unicidade com que Deus cria cada um implica também na particularidade da missão que cada pessoa deve realizar. Assim sendo, toda vida humana é por si só uma vocação, a qual ninguém pode delegar a terceiros. Nessa perspectiva de abordagem, padre Augustin falou da sua história vocacional missionária, resgatando assim os elementos que foram sinais do chamado de Deus na sua caminhada.
Pe. Augustin Mukamba, refletindo o tema "Deus me chama pelo nome"
Ir. Regina (São José de Chambéry) desenvolveu o segundo tema, iniciando com a partilha da frase “Assume corajosamente o que Deus quer de ti”, frase do fundador da sua família religiosa. Na análise desta, foi desafiando os participantes a identificar o comportamento e as características da pessoa diante de um compromisso que se apresenta: medo, ansiedade, insegurança, etc. Segundo a mesma, todos esses sentimentos são aspectos normais presente em toda pessoa, sendo natural encontra-los. Enfatizou no entanto, a importância de não permitir que estes paralisem as buscas, os sonhos. Olhando o texto de 1 Sm 3, 1-10, falou que cada pessoa necessita fazer a sua própria experiência de Deus e nesse encontro descobrir-se chamado e dar a sua resposta dentro de um determinado contexto. Partilhou nesse sentido aspectos da sua resposta na vida religiosa consagrada no Instituto das Irmãs de São José de Chambéry.
Ir. Regina Célia, refletindo o tema "Vocação: um olhar na bíblia e na história de vida"
Após estas duas reflexões, os jovens tiveram 30 minutos para fazer o Deserto, rezando tudo aquilo que escutaram, refletiram. As 12hs, reuniram-se para o almoço na Comunidade Nossa Senhora Auxiliadora.
 
O período da tarde foi marcado pelos testemunhos de pessoas que vivenciam as diversas vocações na Igreja e na sociedade e iniciou as 14hs com a partilha do diácono Isael, da arquidiocese de Campinas, que falou a respeito do seu ministério diaconal. Segundo ele, vocação pode ser comparado a um bolo. Todos podem olhar o bolo, escutar relatos sobre o sabor, porém, somente quem experimentou de fato saberá o seu verdadeiro sabor. Assim é a vocação.
Partilha vocacional do diácono Isael
Intercalando os testemunhos, Pe. Alfiero refletiu o terceiro tema “A Direção Espiritual no discernimento vocacional”, recordando que o crescimento na vida, na fé, na vocação, requer deixar-se ser ajudado. Sozinho não se faz nada e nem se vai longe. Comentou assim a figura de Eli no texto de Samuel, como aquele que orienta, que ajuda Samuel a responder o apelo de Deus.
Registro do grupo no primeiro dia do encontro
Prosseguindo os testemunhos, partilhou também sobre a vocação matrimonial, o casal Renato e Edna, pertencentes à Pastoral familiar. Falaram da beleza do amor entre o homem e a mulher, a responsabilidade pela Igreja doméstica (família), bem como os desafios existentes na vida a dois. Na sequência, escutou-se a Patrícia Nunes sobre a vocação Leiga Missionária Xaveriana (em que consiste, dimensões do laicato xaveriano, o encontro, a caminhada) e se concluiu com o testemunho vocacional de Leonardo Matheus, seminarista xaveriano da Comunidade de Filosofia.
Renato e Edna, partilha vocacional
Patrícia Nunes, Leiga Missionária Xaveriana
O encerramento do primeiro dia foi feito com socialização dos grupos, recolhendo 03 aspectos acerca do tema VOCAÇÃO, trabalhado no decorrer do encontro: uma mensagem bíblica; uma imagem; um gesto.
Grupos...revendo o dia
Grupos de trabalho...
 
O domingo, 09, foi momento de se voltar mais especificamente para a apresentação das congregações, e assim a vocação religiosa e sacerdotal. Os Missionários Xaverianos se reuniram com os jovens, e as Irmãs de São José de Chambéry com as jovens. O objetivo foi falar da história, espiritualidade e o carisma do Instituto doado pelo Espírito para a missão na Igreja. Nas conversas, abriu-se espaço para questionamentos, esclarecimento de dúvidas, curiosidades, etc. Pe. Felipe Garcia conversou sobre as características do Missionário Xaveriano e Pe. João Bortoloci a respeito das Missões Xaverianas no mundo.
Pe. Felipe Garcia e Pe. João Bortoloci
Ir. Regina Célia, noviças, e o encontro com as jovens
No período da tarde, Ir. Beth Espinhara (Xaveriana) trabalhou o último tema “A beleza da escuta”, a luz do evangelho de Lucas 5, 11 “Eles então, deixaram tudo e o seguiram”
Ir. Beth Espinhara, tema "A beleza da escuta"
Após sua reflexão, houve momento de oração pessoal orientada pelo Gilberto, assim como a avaliação do encontro pelos participantes. As 17hs fez-se a celebração de conclusão e envio dos participantes, rezando o texto de Jeremias “Como o barro nas mãos do oleiro, assim estão vocês em minhas mãos, ó casa de Israel ” (Jr 18, 6).
Celebração de envio
Nossa gratidão à todos que colaboraram na realização desse encontro, e aos jovens participantes, desejamos serenidade, alegria e criatividade na busca vocacional. Que São Guido Maria Conforti interceda as bênçãos de Deus por todos nós! Até a próxima!!!

sábado, 1 de outubro de 2016

A Santa Padroeira das Missões

(Everson L. Kloster)
Outubro é um mês missionário na igreja . Nas celebrações e palestras somos convidados a tomar consciência da importância da missão, a assumir o posto de missionário ,que muitas vezes acaba ficando vago. Ser discípulos e missionários de Jesus Cristo , não é um privilégio, mas sim um compromisso do ser cristão: “Anunciar o evangelho é necessidade que me impõe” (I Cor. 9, 16).

A figura missionária que brilha para nós é de Santa Teresinha do menino Jesus, monja carmelita, que viveu de forma concreta neste mundo, conheceu alegrias e tristezas e soube dar um sentido para sua vida, fazendo do ordinário a via para santificar-se. Por isto desde sua morte vem conquistando mentes e corações. Precisamos descobrir a verdadeira face dessa grande santa e ir além da imagem rotulada  e errônea que lhe foi atribuída de “rosa e mel”.
A riqueza da graça de Deus em sua alma é de uma grandeza sem par, sendo impossível de não se admirar. A originalidade de sua doutrina, o total abandono em Deus, o testemunho de sua vida, a fizeram mestra insuperável. O papa João Paulo II na carta apostólica que a proclamou doutora da Igreja (Divini Amoris) não hesita em escrever: “ Teresa oferece uma síntese amadurecida da espiritualidade cristã: une a teologia e a vida espiritual”. Santa Teresinha na Igreja divide duas épocas: a tridentina e a moderna que encontra no Concilio Vaticano II o seu vértice. A vida desta santa deu origem a “novos tempos”. Não foi à toa que o Papa Pio X, antes mesmo de sua canonização, a chamou de “a maior santa dos tempos modernos”.


Exemplo de missionariedade, Santa Terezinha, antes mesmo de ser carmelita, escreveu na sua carta de pedido de ingresso no carmelo, as duas razões pelas quais desejava ser carmelita: salvar as almas e rezar pelos sacerdotes. Pois quando se ama a Deus, é impossível não amar o próximo; seja quem for. No entanto foi no carmelo que ela pode adquirir um maior ímpeto com uma audácia evangelizadora um pouco incomum para uma religiosa de clausura. Grande contempladora da experiência da misericórdia de Deus, percebeu, que tal experiência era destinada a todos os homens da terra. E por este motivo, não conseguiu ficar extática , por isso sua vida religiosa não se limitou ao claustro. A imagem do Crucificado que derramava seu sangue na Cruz a fez compreender o mistério da salvação e a necessidade da cooperação humana para o anuncio desse Amor, que é capaz de morrer por cada um Este encontro com Cristo vivenciado por ela não realiza apenas um relacionamento amistoso; mas verdadeiramente abre as portas a relações de novidade também com os irmãos. Isto fica bem claro quando esta proximidade dela com Jesus oferece uma plenitude que vai gerar um bem para almas. Ajudando também os missionários assiduamente em suas orações. Quantas legiões de almas que ainda não conhecem a maravilhosa mensagem de salvação? Santa Terezinha sabendo que não estava sozinha, tinha a certeza de que o mesmo Senhor que a impulsionava a ser missionária pela oração lhe dava-lhe a certeza da sua presença e ação junto aos missionários. Grande missionária Santa Terezinha continua a balançar o mundo com sua intercessão, ajudando sobretudo os vários missionários, espalhados pelo mundo, a conquistarem as mentes e os corações para Cristo.
Santa Teresinha viveu em uma época que o iluminismo era marcado pela prepotência da maçonaria e por uma cultura hostil a fé católica. Mas soube usar de suas orações e sacrifícios para que a Verdade evangélica fosse anunciada nesse meio. Hoje em dia vivemos em uma sociedade, por vezes hostil a fé católica, em uma sociedade liquida, onde nada é definitivo. E é justamente nessa sociedade que o evangelho precisa ecoar. Portanto nós somos os instrumentos para o anuncio de Jesus neste tempo. Nosso Senhor não é propriedade privada de pessoas ou de grupos e se realmente encontrarmos o Senhor como encontrou Teresinha, não ficaremos de braços cruzados. Ele conta com nossa colaboração no campo da missão, quer precisar de nosso testemunho de vida, da nossa voz, de todo o nosso ser para que seja conhecido por aqueles que passarem por nossas vidas. Somos chamados a ser missionários de forma concreta: no nosso trabalho, na faculdade em que estudamos, no bairro onde moramos, em nossa casa e tantos outros lugares. Impulsionados pelo testemunho de Santa Teresinha, com fé e alegria, peçamos a Deus que nos faça missionários para proclamar o Evangelho de Jesus Cristo.