terça-feira, 27 de setembro de 2016

PRIMEIRA GINCANA BÍBLICA DA “IAM” 2016

(Giomar Henrique Clemente)
A Infância e Adolescência Missionária (IAM) da Paróquia São Guido Maria Conforti, cidade de Hortolândia –SP, realizou neste sábado, 24 de setembro, a I Gincana Bíblica 2016 com o tema “Criatividade a serviço do Reino” e o lema “O Reino de Deus está no meio de vocês” (Lc 17, 21). O objetivo do evento foi celebrar o mês bíblico através de atividades lúdicas, recreativas, orantes e formativas com os participantes, além de divulgar a IAM para as comunidades e assim chamar novos integrantes para esta bonita missão.
Abertura da gincana
Equipe de música e animação

Foi preparada com empenho e dedicação pelos assessores dos grupos com a colaboração do noviciado xaveriano, e a divulgação e inscrição nas comunidades da paróquia iniciou no mês de agosto. Nesse período, os grupos foram orientados a retomarem a história de fundação da Infância Missionária, alguns elementos básicos da bíblia e informações sobre a Igreja, sendo estes os três eixos temáticos para as perguntas elaboradas nesta atividade.

O início da gincana ocorreu as 14:00hs, no salão  da Comunidade Santa Edwiges (Bairro Nova América), com a acolhida e momento de oração, iluminados pelo texto bíblico de Lucas 14, 15-24 e a música “Aquarela” de Toquinho. 
O evangelho apresentava o Reino de Deus como um convite destinado para todos os povos, característica do espírito vivenciado pelos pequenos missionários nos seus respectivos grupos de base. E a música “Aquarela”, enfatizava a criatividade, imaginação, sonhos, mostrando que “ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está”. E o futuro como participação do ser humano, filho, filha de Deus. Não como simples obra do acaso. 
Assim deu-se abertura à gincana, reunindo cerca de 110 participantes, crianças e adolescentes dos grupos da IAM e da catequese.A seguir fez-se a divisão dos participantes em 05 equipes, nome dos personagens que representam os cinco continentes: Kamba, Takara, Irenia, Fiji, Avaré. Cada equipe teve um assessor como orientador para ajudar na organização e encaminhar a participação nas tarefas propostas pelos animadores. O primeiro trabalho foi marcar os integrantes com a cor da equipe, elaborar e ensaiar o grito de paz e apresentar de maneira criativa.
Quebra-cabeça
Nesta alegria, as crianças e adolescentes se envolveram na dinâmica da proposta e se divertiram com a sequência de tarefas preparadas: caça-ao-tesouro, blocos de perguntas sobre os três eixos temáticos, montagem do Quebra-cabeça da paz, complete a música, caracterização de Jesus Cristo, passagens bíblicas. 

Todas as equipes interagiram de forma positiva com os demais no decorrer da atividade, aprendendo algo a mais nesta divertida tarde missionária. A gincana encerrou as 18:00hs com a divulgação do resultado e entrega da premiação às equipes, de acordo com a classificação de pontos: Kamba – 510 pontos; Fiji – 710 pontos; Takara – 770 pontos; Avaré – 840 pontos; Irenia – 880 pontos. 
Premiação das equipes
Parabéns à equipe Irenia, campeã nesta I Gincana Bíblica da IAM!






Na conclusão da gincana fez-se a partilha do lanche servido à todos. Gratidão à todos os pais, assessores, catequistas, noviços xaverianos, pároco, e demais lideranças da paróquia que colaboraram nesta realização. Parabéns à todos os participantes! Que São Francisco Xavier, Santa Teresinha do Menino Jesus e São Guido Maria Conforti interceda pelo bom êxito da caminhada de todos os grupos da IAM!

De todas as crianças e adolescentes do mundo, sempre amigos! 


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Viver um amor que me impulsiona...


Evanderson Luiz de Abreu, SX 

                Há dez dias cheguei na Itália, na Casa Mae dos Missionários Xaverianos em Parma, os confrades Xaverianos me acolheram muito bem com o espirito de Família Missionária como era o sonho do nosso fundador São Guido Maria Conforti. No Brasil deixei muitos amigos que ao me despedir, me fizeram a seguinte pergunta: Porque se parte para a Missão? A minha resposta imediata foi “- porque alguém precisa alargar as tendas!”, mas durante a viagem de avião, coloquei – me a refletir sobre esta pergunta que a maioria dos amigos me fizeram.

        Estando aqui depois de uma
semana encontro um pequeno livro com algumas frases missionárias ao abrir encontro logo nas primeiras páginas uma frase do Cardeal Martini, que quando interrogado respondeu o seguinte: “
Para ir para a missão deve se ter razões específicas, uma referência não só para questões de saúde, de meio ambiente, de justiça, de desenvolvimento, mas a referência à falta de conhecimento de Cristo por muitos e o desejo de que Deus, de quem eu sou apaixonado, ser conhecido! é o ser no amor com Deus que torna missionários! É a alegria da pérola preciosa que dá o desejo de torná-lo conhecido a outros. É a alegria do evangelho que impulsiona à missão”. 

    O evangelista Mateus nos afirma que “O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo”. Ser missionário é encontrar o tesouro vender tudo o que tem, deixar tudo o que tem e ir para os campos, os mares, as cidades. E chegando nestes lugares o que o missionário deve fazer? “tirar do seu baú coisas novas e velhas”.
Da esquerda pra direita: Gordi (ID), P. Fabrizio (IT), Jean Paul(BU), Alex (Pe-Co), P. Alfio (IT).
Bertus (ID), Gael (CA).
Jorge (MX), Pietro (IT), Pacifique (RDC), Innocent (RDC), Ernest (BU).
Renovat (BU), Josef (CA), P. Mauro (IT), Carlos (BR), Evanderson (BR), P. Rosario (Regional Itàlia). 
            Aqui na Comunidade Xaveriana de Teologia na Itália, somos em 18 coirmãos; 3 padres e 15 teólogos de 8 nacionalidades. (Itália, Indonésia, Burundi, Camarões, Republica Democrática do Congo, México, Peru-Colômbia e Brasil). E por que nos Xaverianos vivemos em comunidade? Para mostrar que, em uma sociedade como a nossa, é possível viver e ser irmãos, sempre favorecendo o homem, sobretudo com partilha e a solidariedade.
            Nosso Fundador, Sao Guido Maria Conforti, nos deixou uma grande riqueza: Um Carisma Missionàrio que nos impulsiona à: FAZER DO MUNDO UMA SO FAMILIA.

O Papa Francisco, reuniu-se esta semana em Assis com os líderes religiosos do mundo inteiro e fez um apelo a todo o povo:  "Abra-se, finalmente, um tempo novo, em que o mundo globalizado se torne uma família de povos. Implemente-se a responsabilidade de construir uma paz verdadeira, que esteja atenta às necessidades autênticas das pessoas e dos povos, que impeça os conflitos através da colaboração, que vença os ódios e supere as barreiras por meio do encontro e do diálogo. Nada se perde, ao praticar efetivamente o diálogo".
Que nòs batizados, possamos vivenciar cada dia mais a radicalidade do nosso batismo sendo DISCIPULOS MISSIONARIOS e Fazendo do Mundo uma so Familia. 

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

“Bem aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia”

IIº EJUMIX

            Estiveram reunidos em Londrina-PR mais de 250 jovens vindos de Coronel Fabriciano, Guainazes, Hortolândia, Piracicaba, Curitiba, Laranjeiras do Sul, Nova Laranjeiras e os anfitriões Londrinenses neste fim de semana (26 à 28) para o IIº EJUMIX (Encontro da Juventude Missionária Xaveriana). O encontro se realizou na Paróquia Jesus Cristo Operário e Mãe da Igreja, na Comunidade São Francisco de Assis nos “Cincão”.
            Com o tema: Missão e Misericórdia e o lema: Bem aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia, o encontro iniciou na sexta feira (26/08) com a acolhida e o credenciamento dos jovens de Guainazes – SP, Coronel Fabriciano – MG, Laranjeiras do Sul – PR, Nova Laranjeiras – PR, logo após a animação inicial, os jovens assistiram um vídeo de retrospectiva do Iº EJUMIX que se realizou no ano passado em Hortolândia – SP. Em seguida os participantes foram acolhidos nas casas das Famílias da Paróquia onde se realizou o encontro para o descanso.
            No sábado (27/08), o dia começou com a acolhida dos jovens de Hortolândia –SP, Piracicaba –SP e Curitiba – PR, que após serem recebidos com muita alegria pelos anfitriões da Paróquia, se dirigiram para o salão para o café da manhã. Ás 08:00 as atividades começaram a todo o vapor com a oração inicial preparada pela Comunidade de Filosofia dos Missionários Xaverianos, que nos proporcionaram um momento espiritual Mariano. Esteve presente no encontro dando as boas vindas aos jovens, o arcebispo de Londrina, Dom Orlando Brandes, que exortou aos jovens serem missionários, fazendo a experiência com o Crucificado e sendo assim impulsionados para a missão. 

A Iª colocação do encontro, foi exposta pelo Leigo Missionário Xaveriano, Paulo Moroni de Ourinhos – SP que apresentou aos jovens a figura missionária do Apóstolo das Missões, São Francisco Xavier. Paulo convidou aos jovens para que se deixar guiar pelo espírito Missionário da Igreja como fez Xavier, para levar a Boa Nova aos não-cristãos. 
A IIª colocação do encontro foi desenvolvida pelo Pe. Thiago Rodriguês, Missionário Xaveriano que trabalha em Curitiba – PR, que abordou o tema: São Guido e a Misericórdia. Pe. Thiago entusiasmou os jovens a serem missionários da misericórdia, jovens que olhem o mundo sem barreiras ou distinções, que só sim se consegue “Fazer do mundo uma só Família”. Logo em seguida as duas colocações da manhã, os participantes foram divididos em grupos, para responderem a seguinte pergunta: Como posso ser instrumento da Misericórdia de Deus na comunidade onde participo?.
            Na parte da tarde todos os jovens foram encaminhados para o Seminário Xaveriano das Missões, onde os seminaristas (Wagner, Lucas O., Lucas R., e Luís) preparam os chamados “GuidOlímpicos”, várias atividades realizadas pelos grupos, que puderam experimentar a beleza do trabalho em grupo. A “Cerimonia” de abertura dos jogos teve uma dança preparada pelas IAM (Infância e Adolescência Missionária) da Paróquia Nossa Senhora de Fatima e o acendimento da “Pira” Olímpica Missionária.  





            Um dos momentos mais profundos do encontro no sábado foi a Vigília Missionária Xaveriana, realizada em um campo de futebol ao lado da comunidade São Francisco de Assis, que tinha como objetivo retratar o “Campus Misericordie” (Onde aconteceu a Vigília da JMJ 2016 na Polônia). 

A Vigília, conduzida pelos jovens, com orações, cantos, textos de meditações, teve a participação das Irmãs Salesianas Missionárias, da Indía que apresentaram uma dança indiana, com incenso, luz e flores. Os jovens puderam nesta vigília contemplar os três livros que fala São Guido: o livro da Natureza, o livro do Crucificado e o livro da Palavra de Deus. 

No sábado à noite tiveram apresentações culturais de todos os grupos participantes do encontro. E em seguida uma “Balada Missionária” com músicas de vários países, que os jovens cantaram, dançaram, pularam. Após este momento os jovens foram destinados as casas das Famílias da Paróquia que estavam a espera dos seus hospedes.

            No domingo (28/08), as atividades tiveram início na Paróquia Santa Cruz, onde os jovens tiveram um momento penitencial conduzido pelo Padre Augustin Mukamba, SX, que levou aos jovens a fazerem exame de consciência e passar pela “Porta Santa da Misericórdia”. A IIIª colocação do encontro foi exposta pelo Pe. Rafael Lopez, SX que comentou sobre Jesus e o Ano Santo da Misericórdia. Após a estes três momentos na Paróquia Santa Cruz, os jovens iniciaram a “Caminhada da Misericórdia” com orações, cantos, danças até a Comunidade São Francisco de Assis. O encontro encerrou-se com a celebração da Santa Missa presidida pelo Pe. Rafael Lopez, ViceRegional dos Missionários Xaverianos e concelebrada pelos Padres Camilo Didoné, Paróco da Paróquia Jesus Cristo Operário, Beto Mazeto, Thiago Rodrigues, Augustin Mukamba, Fábio Castelli, Lucas Marandi, Humberto Vegã e todo povo de Deus.


Pe. Rafael, em sua homilia, destacou a importância da Misericórdia na vida de um missionário e fez um apelo aos jovens que se deixem guiar pelo Espírito Santo sendo ‘Missionários da Misericórdia’ para fazer do mundo uma só Família. Na Celebração Eucarística os jovens participantes do encontro foram enviados, com o objetivo de criar pontes e destruir os muros como nos exorta o Papa Francisco na última JMJ 2016:
“A vida de hoje diz-nos que é muito fácil fixar a atenção naquilo que nos divide, naquilo que nos separa. Querem fazer-nos crer que fechar-nos é a melhor maneira de nos protegermos daquilo que nos faz mal. Hoje nós, adultos, precisamos de vós para nos ensinardes a conviver na diversidade, no diálogo, na partilha da multiculturalidade não como uma ameaça mas como uma oportunidade: tende a coragem de nos ensinar que é mais fácil construir pontes do que levantar muros! E todos juntos pedimos que exijais de nós percorrer as estradas da fraternidade. Construir pontes… Sabeis qual é a primeira ponte a construir? Uma ponte que podemos realizar aqui e agora: um aperto de mão, estender a mão. Coragem! Fazei agora, aqui, esta ponte primordial, e dai-vos a mão.
É a grande ponte fraterna, e podem aprender a fazê-la os grandes deste mundo… Não para a fotografia, mas para continuar a construir pontes cada vez maiores. Que esta ponte humana seja semente de muitas outras; será uma marca. Hoje, Jesus, que é o caminho, chama-te a deixar a tua marca na história. Ele, que é a vida, convida-te a deixar uma marca que encha de vida a tua história e a de muitos outros. Ele, que é a verdade, convida-te a deixar as estradas da separação, da divisão, do sem-sentido. Aceitais? Que respondem as vossas mãos e os vossos pés ao Senhor, que é caminho, verdade e vida? .
Com o Coração cheio de ardor missionário os jovens voltam para suas comunidades, com o entusiasmo e comprometidos em realizar o sonho de São Guido Maria Conforti: “Fazer do Mundo uma só Família no Amor” pois, “Bem-aventurados os missionários, pois terão o mundo como um lar”.



A Missão continua...
            Aos Jovens foi proposta uma Missão de uma semana, em Guainases – SP em julho de 2017. Esta proposta será refletida pelos grupos e pela equipe de coordenação do Encontro.


quarta-feira, 24 de agosto de 2016

TER O MUNDO COMO O LAR...

(Giomar Henrique Clemente)
Pe. Lucas Marandi
Realidade concreta ou pura utopia? Esta pode ser uma indagação feita ao se deparar com a frase que dá título à presente reflexão. O dicionário de língua portuguesa define lar como “habitação doméstica de alguém; casa; família; a pátria, a terra natal”. Esta definição nos ajudará a entrar na proposta da temática que se deseja abordar e partilhar nessa conversa. Com base nessa compreensão, nota-se que ela agrega um conjunto de itens e abarca também pessoas, relações, vivência. O lar é o nosso lugar por excelência, onde somos nós mesmos, o espaço de vínculos fortes que nos mantém vivos. Todo ser humano tem um lar, o escolhe, o constrói e o cultiva.
Cada um já deve ter feito a experiência de se distanciar do seu lar e viver em outro espaço. A sensação é bem diferente. No mínimo, ninguém fica à vontade. Sempre permanece a ausência de algo e deixa-se de ter a liberdade que comumente a casa proporciona, e assim também com os familiares. A maioria das pessoas possuem um único lar, e fazem desse lugar a sua vida, pois, cada um lhe confere suas peculiaridades. Adequar o ambiente a seu modo é sentir-se parte dele, é assumi-lo como seu. Até aqui, nada de anormal, pois tal concepção é padrão, acredito que para todos. Mas, escolher o mundo como o próprio lar, ah, isso é fora de sério e até curioso. É esta aventura que vamos acompanhar na história de Pe. Lucas Marandi. Convido todos a colocarem os “óculos” da fé para fazerem a leitura num horizonte vocacional missionário.
Padre Lucas Marandi é Missionário Xaveriano, natural de Dinajpur, norte de Bangladesh, fronteira com a Índia, localizado no continente asiático. É o terceiro filho do casal Mondol Marandi e Elina Hembrom,  tendo também 01 irmão e 04 irmãs. Todos são casados e residem em Bangladesh.
O desejo de servir ao povo como padre sempre esteve presente, desde a sua infância, levando-o nessa busca a ingressar primeiramente no Seminário Diocesano, em 1994. Alí fez parte por três anos, de um grupo de seminaristas formado por 15 jovens. A rotina formativa se alternava entre estudos normais no colégio e estudos no próprio seminário. Passado esse período e chegado as férias, retornou para visitar seus pais e decidiu não mais continuar a formação diocesana. Iniciou no ano seguinte, a faculdade de Ciências Sociais. Curso que estudou por três anos, até 1997.
No ano de conclusão da faculdade, os Missionários Xaverianos promoveram um Estágio vocacional “Vinde e vede”, com duração de 01 semana. Naquela ocasião, um dos padres o convidou à participar do encontro. Ter aceito o convite mudou os seus planos e fez acender novamente dentro de si a chama vocacional de querer ser sacerdote. O encontro, além das reflexões e vivência com outros jovens, proporcionou visitar as missões xaverianas, especificamente o trabalho com pessoas portadoras de necessidades especiais, pertencentes a diversos grupos religiosos existentes naquela realidade. O contato com tais pessoas, sobretudo o trabalho desenvolvido pelos missionários, veio acompanhado do pensamento de São Guido Maria Conforti, Fazer do mundo uma só família”. Esta proposta ressoou no seu coração e se tornou um forte convite, levando-o a querer participar diretamente deste sonho. Escolheu assim ser também Missionário Xaveriano. E começou a formação na Congregação.
Acostumar com a nova modalidade de vida foram os primeiros desafios a serem superados, após a saída de casa. No entanto, o tempo e a perseverança foram sempre aliados constantes. Realizou os estudos de filosofia em Dhaka, capital de Bangladesh, e os estudos de teologia em Filipinas. Mudando de país, teve de aprender novos idiomas e acolher a novidade de cada cultura como dimensão da própria escolha de vida que decidiu abraçar. Essa abertura já iniciava na vida da própria comunidade formativa ao qual veio integrar, que era bem diversificada. Alí havia 08 nacionalidades diferentes. Os aspectos culturais, apesar de distintos, foram adotados como seus, assumindo também esta nova terra e novos irmãos como lar.
Em 09 de setembro de 2011 foi ordenado sacerdote e recebeu como sua primeira destinação missionária, o Brasil. Após dois meses, viajou para as terras brasileiras, aqui chegando a 20 de novembro de 2011. E a chegada novamente implicou no aprendizado do português, da cultura, e assim um outro ciclo de adaptação com o novo lar, o Brasil. Vir para cá não estava nos planos, pois, pretendia exercer a missão em algum lugar do próprio continente asiático. Entretanto, a consagração religiosa missionária tem a dimensão dos votos, também do voto de obediência, vivida sob a decisão dos superiores. Frente a isso, acolher a nova casa é acreditar na providência divina, protagonista primeira da missão.
A comunicação nos primeiros dias de chegada no Brasil era por meio de gestos, pois, o português era totalmente desconhecido. Esta situação colocava-o em conflito, questionando acerca da própria vinda para o país, e temeroso se conseguiria aprender o novo idioma. Ir para a escola foi necessário. Começar do zero, como criança que aprende as primeiras lições, foi fundamental, embora as dificuldades. Após meses de estudo, a comunicação foi ganhando espaço e esta possibilitou construir relações com mais afinco. Desenvolveu assim sua atividade missionária na Paróquia Imaculado Coração de Maria, em Piracicaba, São Paulo, de 2012 até 2014. Atualmente, é pároco da Paróquia São Guido Maria Conforti, na cidade de Hortolândia, São Paulo. Alí caminha com o povo, ajudando na evangelização, de modo especial com a juventude, a quem considera o grande presente de Deus.
O vocacionado missionário é aquele que deixou sua família de origem, amigos, campos, terras, por causa de algo maior: o projeto de Jesus Cristo. Por este tesouro encontrado decide partir aos destinos imprevisíveis, fazendo desses lugares o próprio lar. O mundo torna-se assim pequeno, porque transforma-se na grande casa, na grande família humana que sempre abre as portas para acolher o irmão que chega.

Que tal vir viver conosco também esta aventura? 

domingo, 21 de agosto de 2016

MISSIONÁRIAS DE MARIA XAVERIANAS...

[Giomar Henrique Clemente]
Irmãs Missionárias de Maria Xaverianas
 Hoje, no domingo em que celebramos a vocação à Vida Religiosa Consagrada, queremos partilhar um pouco da história de nossas Irmãs Xaverianas. Com a colaboração de Ir. Marlene Pantoja (MMX), que celebra em 2016 os seus 25 anos de consagração missionária, temos a alegria de festejar e nos sentar à mesa para contemplar o sonho de Deus que permeia a vida e a missão dessas missionárias além-fronteiras. Baseado no informativo das mesmas, elencamos alguns traços e personagens históricos que foram decisivos para o nascimento desta família. Desejamos que esta partilha possa tocar o coração e aguçar a vontade de mais jovens virem também fazer parte deste time. Boa reflexão! 
Mais informações no endereço: http://www.xaverianas.com/pt/

UMA FAMÍLIA PARA O MUNDO A SERVIÇO DO REINO!


São Guido Maria Conforti, após ter fundado em 1895, a Congregação dos Missionários Xaverianos, pensou em dar início também a uma Congregação feminina com a mesma espiritualidade, e que colaborasse na ação evangelizadora junto aos padres missionários. A ideia se fortaleceu na mente do bispo, sobretudo quando visitou as comunidades de seus missionários na China. No entanto, faleceu no dia 05 de novembro de 1931, três anos depois desta viagem, sem ter tido tempo de realizar a obra que sonhara.
Com o passar dos anos, uma nova luz penetrou na mente e no coração de um jovem padre missionário, padre Giacomo Spagnolo, o qual a Providência escolhia para fundar a Congregação das Missionárias de Maria - Xaverianas. Padre Giacomo Spagnolo nasceu no dia 31 de Janeiro de 1912, numa cidade chamada Rotzo, situada nas montanhas, no norte da Itália. Era o primeiro de nove irmãos, e, ainda jovem, entrou no Seminário dos Missionários Xaverianos, onde fez todos os seus estudos. Foi ordenado sacerdote no ano de 1934, com então, 22 anos. Através de seus escritos, sabe-se que, sem conhecer o plano de Dom Guido, achou-se “providencialmente” envolvido na realização de um projeto no qual nunca havia pensado. Assim registrou no seu diário, perguntando à si mesmo: “...cada vez que dialogas com teu Senhor, volta à mente aquele projeto... não dá pra deixa-la cair. Mas será isso mesmo que deves fazer?”
Enquanto aguardava sinais mais legíveis do seu Senhor, alimentava na oração aquela inspiração inicial. Para a realização da obra era necessária a colaboração de uma mulher. Esta deveria acolher as jovens que iriam fazer parte dessa família como missionárias, e se tornar para todas a “Madre”. No dia 02 de julho de 1934, assim relata em seus escritos: “... dias atrás, pensando no Instituto das nossas missionárias, em cuja fundação estou-me interessando, me veio à mente a senhorita Bóttego, como uma pessoa apta, sob todos os aspectos, para dar origem a semelhante obra”. Ao ser interpelada sobre o assunto, a professora Celestina Bóttego, manifestou-se surpresa e perplexa. Ofereceu-se para colaborar com o que fosse necessário, mas pessoalmente não se considerava apta para iniciar a nova congregação. Padre Giacomo, convencido do contrário, intensificou sua oração e sua disponibilidade ao plano de Deus. A princípio, decidiu não mais falar  sobre o assunto com a senhorita Celestina.
Na ocasião da Páscoa de 1944, padre Giacomo enviou à professora Celestina um cartão significativo, com a reprodução do Cristo Crucificado de Velázquez. Naquele cartão escreveu uma única palavra: “TUDO”. Aquela palavra, sem comentário algum, tocou profundamente Celestina e não a deixou em paz. No registro desta data, dia 24 de maio de 1944, lê-se estas palavras: “Esta tarde, saído da capela, vi a senhorita... disse-me que depois da decisão tomada a respeito da Obra, não ficou tranquila... que a imagem do Crucificado que lhe havia enviado por ocasião da Páscoa, com a inscrição  ‘TUDO’, a tinha tocado mais ainda. Manifestei-lhe a minha intenção de procurar seguir unicamente a vontade de Jesus, esperando sempre d’Ele o sinal para agir...”. No fim da página do diário, padre Giacomo escreveu: “Hoje a Congregação ganhou a sua Fundadora que ao Senhor pronunciou o seu FIAT”.
De vez em quando, ao expressar-se sobre aquele fato que originou a Congregação, padre Giacomo voltava a lembrar as irmãs: “Vocês são filhas daquele pensamento de totalidade. Pois, vivam-no!!!”

QUEM É CELESTINA BÓTTEGO?

Celestina Bóttego nasceu em Ohio, USA, no ano de 1895. Seu pai era italiano e sua mãe irlandesa. Com idade de 15 anos, foi para a Itália, ocasião em que aprendeu a conhecer e amar também as suas raízes italianas. Soube fundir o melhor das duas culturas que a tinham gerado e que, providencialmente, a prepararam à missão de ser o elo entre povos de culturas diferentes. Em 1935 foi convidada para ensinar inglês no curso de teologia dos Missionários Xaverianos. Naquela época não era comum uma mulher ensinar num seminário, e Celestina foi presença natural e luminosa também naquele ambiente.
Madre Celestina Bottego
Dar início à família das Missionárias de Maria, foi uma escolha não programada, tanto para o Padre Giacomo, como para a Madre Celestina. São fatos que a vida reserva para quem se torna disponível a vontade de Deus. Madre Celestina doou à Congregação o seu espírito de fé e de oração, o seu zelo apostólico, a delicadeza feminina, um amor suave e disponível, além de todos os seus bens materiais. Era notória a sua acolhida para com todos. Aceitou a doença e a morte com fé renovada e total entrega à vontade de Deus, na certeza da ressurreição. Faleceu na casa madre em Parma, Itália, a 20 de agosto de 1980.


25 ANOS DE VIDA CONSAGRADA...

(Ir. Marlene Pantoja-MMX)
Ir. Marlene Pantoja - Missionária de Maria Xaveriana
Neste ano jubilar da Misericórdia proclamado pelo nosso Papa Francisco, aproveito esse tempo de graça que o Senhor nos dá através da Igreja, que nos ensina e nos mostra o rosto misericordioso de Deus em Jesus, para louvar e agradecer ao Senhor pela sua infinita Misericórdia com que me amou e em particular neste ano no qual celebro meus 25 anos de vida consagrada. Pensei muito nesse grande dom da vocação missionária religiosa, que não é nenhum mérito meu, mas puro Amor Misericordioso de Deus.
Nasci em Quatro Bocas, Município de Tomé-Açu, diocese de Abaetetuba -PA. Tenho a alegria de dizer que minha Paróquia tem como Padroeiro S. Francisco Xavier, o grande missionário das Índias. Venho de uma família muito simples, mas numerosa: somos oito irmãos do primeiro matrimônio e cinco do segundo. Minha mãe vive ainda no meio de nós e está muito presente na minha vida, me acompanhando com as orações e o apoio à minha vocação.
Agradeço muito pelo testemunho de fé dos meus pais, que acredito ter sido um grande tesouro para alimentar a minha caminhada vocacional. Além da família, posso dizer que me encorajaram muito meus professores do ensino médio e alguns deles até hoje me acompanham. Outra figura marcante, é o pároco daquela época, um Pe. Xaveriano; e a minha catequista, que até hoje me lembro da sua dedicação e o testemunho da sua vida doada naquela comunidade.

Enfim, todas as pessoas que fizeram parte do meu caminho vocacional, até chegar à minha grande família missionária que me acolheu e nesse ano partilha comigo dessa alegria do dom da vocação missionaria. Tenho somente o desejo de cantar as maravilhas que Deus realizou e continua realizando na minha vida. Obrigado Senhor, por tudo, obrigado Senhor! Esse é o refrão que vem do meu coração!