terça-feira, 26 de julho de 2016

Juventude Xaveriana...2º Encontro preparatório

(Giomar Henrique Clemente)
JUMIX- Paróquia São Guido e Nossa Senhora Aparecida
“Vocês são a luz do mundo” (Mt 5, 14)

A Paróquia São Guido Maria Conforti em articulação com o Noviciado Xaveriano (Hortolândia-SP), realizou com a juventude o II Encontro preparatório para o 'encontrão' da Juventude Xaveriana a ser realizado no próximo mês, em Londrina (PR). Ocorreu no domingo, 24 de julho de 2016, às 15hs, na Comunidade São Pedro, tendo como tema “Nossa missão no mundo com o olhar de misericórdia”, iluminados pelo texto bíblico “Vocês são a luz do mundo” (Mt 5, 14). Houve participação de 20 jovens, advindos também jovens da Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Jd. Rosolém), como ocorreu no primeiro encontro.
O encontro iniciou com a acolhida de todos, de maneira especial aos novos integrantes que foram apresentados. Quem coordenava fez uma breve recordação do primeiro encontro, ocorrido no dia 10 de julho, assim como o compromisso deixado para ser realizado a partir dele. Esta recordação ajudou a situar os participantes no caminho que está sendo feito rumo ao Encontro anual, assim como a proposta e finalidade do grupo. Em seguida passou-se para a oração. Os participantes foram convidados a caminhar pelo ambiente do encontro e observar os símbolos colocados, as imagens, as palavras, e escolher uma das frases espalhadas na sala que definia o “Ser missionário”. Depois, todos sentados na grande roda, cantou-se a invocação do Espírito Santo, e cada um foi orientado a rezar sua semana, sua vida. Os sinais centrais do encontro, sal e vela, foram passados de um a um, enquanto se cantava. Nesse ambiente fez-se a proclamação do Evangelho de Mateus 5, 13-16. Da leitura ressaltou-se o questionamento “O que estou fazendo com a luz e o sal que sou eu?”.
Dinâmica inicial
No aprofundamento do tema, falou-se sobre a existência dos diversos grupos de jovens na paróquia, e que cada um possui sua identidade e metodologia de trabalho. Nesse contexto, a proposta da Juventude Xaveriana também possui sua peculiaridade, como recordava o Pe. Alfiero no último encontro, quando falava a respeito dos carismas. Lembrou-se ainda, que o projeto e sonho em movimento, é uma caminhada que continua após o ‘encontrão' de agosto, para dar prosseguindo no aprofundamento e construção do rosto como Juventude organizada.
Na sequência, assistiu-se o vídeo “Comunidade que acolhe”, abordagem sobre o trabalho missionário do Pe. Pascal na região do Pará, parte da novena missionária de 2015, organizado pelas POM. Logo após, promoveu-se espaço para conversas em grupo sobre duas questões: 1)-Como ser Igreja em saída? 2)-Que reflexões o tema do encontro provoca a partir do vídeo? Entre o tempo de cinco minutos, os jovens conversaram nos grupos e retornaram para a plenária, partilhando o debate suscitado. Na partilha, sobressaiu: Que o ideal de ‘fazer do mundo uma só família’, implica em começar a tratar o outro como irmão, iniciando no meu pequeno grupo. O próximo não me é estranho; Ao criar cada pessoa, Deus lhe confiou uma missão. Assim sendo, cada um deve se esforçar em descobrir, deve acolher e viver esta missão; Ser o evangelho vivo. Presentear o outro com a alegria de ser de Cristo, e esta alegria nos arrasta para além-fronteiras, se preciso; Entender Igreja em saída em dois aspectos. Primeiro, como saída do templo (parede) por meio de visitas. Segundo, como Igreja que escuta, acolhe, começando com aqueles que já estão nela; A Igreja não é somente casa de Deus. É também a nossa casa, lugar de partilha, de acolhimento e solidariedade. 
Grupos de trabalho
Após a partilha, quem coordenava o aprofundamento do tema fez as considerações necessárias. Depois passou-se para o momento dos avisos, informar a respeito das inscrições, atividades de arrecadação de verbas para a viagem, apresentação cultural, entre outros. Concluiu-se o encontro com a oração, onde cada participante foi orientado a meditar a frase escolhida no começo do encontro sobre “Ser missionário”, e foi desafiado a construir seu conceito de missionário. Assumiu também o compromisso de rezar durante a semana por uma pessoa do grupo. A escolha seguiu a dinâmica da roda, escolhendo quem estava à sua direita. Após isso houve partilha do lanche.
Juventude Missionária Xaveriana
Parabéns aos jovens que corresponderam ao convite! A próxima atividade será no dia 07 de agosto, tendo também a participação da família e dos Leigos Xaverianos. Aguardamos a todos! Que São Guido Maria Conforti interceda as bênçãos de Deus sobre cada um de nós! Amém!


sábado, 23 de julho de 2016

XVII CONGRESSO EUCARÍSTICO NACIONAL

(Giomar Henrique Clemente)


O Congresso Eucarístico Nacional acontece na sua 17ª edição, na cidade de Belém, estado do Pará, nos dias 15 a 21 de agosto de 2016, com o tema “Eucaristia e Partilha na Amazônia Missionária”, e o lema “Eles o reconheceram no partir do Pão”. O ano de 2016 é o momento celebrativo para a cidade e para a Igreja de Belém, na comemoração dos seus 400 anos de fundação, ocorrido no dia 12 de janeiro, e festejando também os 110 anos de elevação à condição de Arquidiocese. É a segunda vez que a cidade acolhe o Congresso, sendo a primeira realizada em 1953.
O Congresso Eucarístico é o encontro de pessoas que professam a fé católica na realidade da Santíssima Eucaristia e desejam testemunhar publicamente esta fé na presença real do Senhor Jesus Cristo. Pode ser realizado em nível diocesano, nacional e internacional. O primeiro Congresso Eucarístico no mundo ocorreu em Lille, França, em 1881. No Brasil, iniciou em 1933, ocorrido em setembro, na cidade de Salvador, Bahia, e o último aconteceu em Brasília, 13 a 16 de maio de 2010, com o tema “Eucaristia, Pão da unidade dos discípulos missionários” e o lema “Fica conosco Senhor” (Lc 24, 29).
Maiores informações no site oficial do Congresso: http://cen2016.com.br/. Reproduzimos a seguir o texto de Dom Alberto Taveira Corrêa, Arcebispo Metropolitano de Belém, na qual faz a reflexão acerca do lema do Congresso “Eles o reconheceram no partir do Pão”.

“ O Senhor antecipou sacramentalmente sua entrega na última Ceia. Após a Ressurreição, ele se manifestou a seus discípulos. Como somos peregrinos na história, queremos pedir ajuda aos discípulos de Emaús, para aprender a reconhecê-lo no partir do Pão. Nosso desejo sincero é que todos os participantes do XVII Congresso Eucarístico Nacional reconheçam sua presença e se tornem missionárias e missionárias, levando consigo a riqueza do que viveremos juntos, ajudados pela reflexão oferecida pelo Padre Giovanni Martoccia SX, cujos pontos principais oferecemos a todos (Cf. Texto-base do XVII Congresso Eucarístico Nacional, Edição da Arquidiocese de Belém).
O dia estava cinzento como o coração de todos os discípulos, cheios de medo, dúvida e tristeza. As esperanças messiânicas alimentadas por Jesus dissiparam-se no vento da repressão romana; e, junto com elas, também o sonhos de um Reino de Deus, por tanto tempo acalentado, se espatifou no iníquo patíbulo que recebeu a condenação do Justo. O testemunho das mulheres de que o corpo de Jesus não estava no túmulo não foi suficiente para convencer os apóstolos de que algo extraordinário havia acontecido. Ninguém do grupo quis acreditar. Mas quantas vezes lhes confirmara que iria ressuscitar! Entesourar a memória de sua palavra era pré-requisito indispensável para não naufragar no meio da tragédia. Sua palavra, meditada no coração, é âncora segura da fé, fonte de esperança e força propulsora do anúncio da Boa Nova.
Dois discípulos, tendo deixado a cidade de Jerusalém, teatro dos tristes acontecimentos da prisão e execução do Mestre, dirigiram-se a Emaús, aldeia a duas horas de boa caminhada. Parecem querer voltar a seu passado e esquecer tudo o que havia acontecido, enterrando a última lembrança de suas esperanças frustradas. Mas era justamente esse pavio fumegante que os impelia a conversar sobre aqueles mesmos eventos inesquecíveis. O caminho pedregoso e acidentado ritmava os inconstantes e ríspidos pensamentos de seus corações. Os olhos de sua memória parecem fechados, completamente vedados, a ponto de não reconhecer nem mesmo o próprio Jesus que, aproximando-se, pôs-se a caminhar com eles.
Estavam tão concentrados que não deram nenhuma atenção ao desconhecido, que toma a iniciativa e puxa conversa, perguntando sobre o assunto que os preocupava e que parecia tão sério: “Que é que vocês vão discutindo pelo caminho?” Estavam tristes e abatidos pela morte de seu Mestre, decepcionados porque pensavam que ele fosse o Messias, e agora acham que se enganaram. Finalmente, eles param. Uma parada, nessa caminhada, símbolo da nossa caminhada de vida, é o primeiro passo para compreender como nos afastamos dele, a ponto que nem o reconhecermos mais, e quanta tristeza sua falta trouxe em nossa vida. Ele nos visita, mas muitas vezes não percebemos sua presença porque ficamos amarrados ao nosso velho modo de pensar, à nossa imaginação que quer determinar o agir de Deus. O mesmo Jesus que eles conheciam tão bem estava diante deles, conversando com eles e, mesmo assim, não o reconheceram. Como é possível?
Na verdade, Jesus é o mesmo. São os discípulos que mudaram; fechando-se em sua esperança frustrada não conseguem mais reconhecê-lo. Antes, eles olhavam para Jesus com confiança, acreditavam nele. Agora estão decepcionados e seu olhar é diferente. As falsas expectativas lhes vendaram os olhos. No entanto, Jesus cumpriu todas as suas palavras, mas não como eles imaginavam. É preciso receber algo novo, nova luz para que os olhos se abram e, finalmente, o reconheçam.
A Jesus, que pergunta esclarecimentos sobre esses acontecimentos tão graves, responde Cléopas com outra pergunta que parece expressar espanto e irritação: “Serás tu o único forasteiro em Jerusalém que desconhece o que se passou aí nestes últimos dias?”. Jesus se mostra muito interessado e pronto a ouvir tudo o que ocorreu. Cléopas informa o curioso forasteiro dos fatos que tanto marcaram a vida deles. Conta tudo a partir do ministério de Jesus, conhecido como o Nazareno. Mas os dois discípulos não souberam acolher os acontecimentos e interpretá-los. Estão decepcionados!
A decepção dos discípulos é justificada pelo fato que “já faz três dias que todas essas coisas aconteceram!” e ele não apareceu. Depois de Jesus ter escutado com atenção toda a história que eles tinham para contar, de repente os repreende com severidade. Jesus, com uma pergunta sobre a necessidade do sofrimento do Messias dá início à catequese pascal. É preciso que a vida de Jesus seja interpretada à luz das Sagradas Escrituras.
Quando chegaram perto do povoado para onde iam, ele fez de conta que ia mais adiante. “Fica conosco, porque é tarde e o dia já declina”. Entrou então para ficar com eles. Realmente, a vida sem ele fica muito escura, sem luz nem sentido, como peregrino em noite de lua nova. Se compartilharmos nossa jornada com ele, ouvindo suas palavras, Uma vez à mesa com eles, tomou o pão, pronunciou a bênção, o partiu e distribuiu entre eles. Então, seus olhos se abriram e o reconheceram. É Jesus que toma a iniciativa, que se aproximou deles e lhes explicava tudo. Na fração do pão, fez com que seus olhos se abrissem. Eles agora o reconhecem. Será ainda Jesus que abrirá a mente aos Onze para entenderem as Escrituras, pois tudo o que estava escrito tinha que se cumprir.
Jesus desaparece no momento em que os dois discípulos o reconhecem. É para nos advertir que não se trata de uma visão extraordinária, mas do normal caminho da fé que nos conduz ao encontro com o Cristo vivo na Eucaristia, na convivência fraterna, na escuta da Palavra, no testemunho generoso e no compromisso evangelizador. Não são as feições físicas que permitem reconhecer Jesus ressuscitado como o mesmo que foi crucificado, mas o gesto distintivo de sua existência: a fração do pão, gesto que expressa e traz presente seu dom de amor total e incondicional, seu serviço, seu viver para os outros. No testemunho recíproco a fé manifesta sua dimensão comunitária, revela sua força transformadora, revigora o coração e ilumina os caminhos da Igreja. E disseram um ao outro: “Não ardia o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, quando nos explicava as Escrituras?” Sob esse impulso jubiloso, dois voltaram para Jerusalém. Voltou a esperança, o entusiasmo, a fé e a força para retomar o caminho, ainda que seja longo e difícil, e a noite adiantada. Mas a escuridão da noite já não assusta mais. A luz que agora brilha no coração é mais que suficiente para vencer a treva ameaçadora. Ao chegar a Jerusalém, mais uma surpresa agradável os aguarda. Acharam aí reunidos os Onze e seus companheiros, que disseram: “É verdade! O Senhor ressurgiu e apareceu a Simão!” Então, por sua vez, também contaram os acontecimentos do caminho e como Jesus fora por eles reconhecido na fração do pão.
À comunidade que se perguntava sobre como reencontrar o Senhor Jesus hoje, Lucas narra o episódio dos discípulos de Emaús. O relato visa a transmitir à comunidade a alegria do encontro com o Senhor, o Vivente, e incentivá-la a buscar na comunhão e na vivência de Igreja uma experiência pessoal de sua presença. Todos aqueles que buscam o Senhor de coração sincero e apaixonado abrindo-se ao alimento de sua Palavra e da Ceia eucarística, perceberão sua voz e sua presença. Jesus se faz presente, como desconhecido, nos caminhos da vida, nos encontros inesperados, nos acontecimentos cotidianos, que precisam ser compreendidos à luz de sua Palavra. Trata-se de identificar a ação de Deus em nossa história, adquirindo uma inteligência espiritual dos acontecimentos e fazendo “memória”, como Maria, no coração.”


quinta-feira, 21 de julho de 2016

Celebração da VIDA...

(Giomar Henrique Clemente)
Pe. Alfiero (níver em 23.08) e Pe. Giovanni (níver em  08.07)
A Paróquia São Guido Maria Conforti festejou nos dias 16 e 17 de julho de 2016, os 80 anos de vida dos padres xaverianos Alfiero Ceresolli e Giovanni Murazzo. No sábado houve a Celebração Eucarística as 19hs na Comunidade Nossa Senhora Auxiliadora, seguida de apresentações culturais preparada pelos jovens do grupo Kairós e pela Comunidade São Pedro, assim como o ‘Parabéns’ e a partilha do bolo de aniversário. Também participaram deste o momento os padres da Direção Geral, Pe. Luigi Menegazzo e Pe. Mário Mula, em visita ao setor naqueles dias, aniversariantes também naquela ocasião.
No domingo, realizou-se o almoço italiano no salão da Comunidade Santa Edwiges, com a presença de muitos amigos e conhecidos. O evento foi preparado pela paróquia e teve envolvimento de muitas lideranças para a sua concretização. São gestos de carinhos e consideração por quem também partilha da vida como doação nesta realidade. Parabéns aos organizadores! A festa ficou linda!

Aos aniversariantes desejamos muita alegria na caminhada missionária! Que venham mais anos e mais festa! Parabéns! Que Deus os abençoe sempre mais! Felicidades!

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Amigos...

(Giomar Henrique Clemente)

“Gente que sonha junto, gente que brinca, briga, se zanga e perdoa..”
(Pe. Zezinho, Oração por meus amigos)
Gosto desta música que se traduz em oração, ou da oração que se torna música, expressando assim de maneira singular e bonita o dom da amizade. Assim como esta, existe tantas e tantas que falam desta relação, deste encontro na vida do ser humano. Amigos compreendido na profundidade do termo, são pessoas raras que a vida nos presenteia ao longo da caminhada. Digo sempre que são sagrados, dignos de reverência, pois, nos carregam para Deus, quando verdadeiros. Encontrá-los é sempre festa. Abençoado quem os possui.
Sendo presente, não somos nós que escolhemos a princípio. É próprio do presente ser ofertado, ser presenteado, doado, entregue por alguém. A dinâmica do presente nos ajuda a entender o desenvolvimento da amizade, mistério que as palavras não explicam com exatidão. Todo presente ofertado, é presente. Porém, uma vez oferecido, o que se sucede pode ter inúmeras possibilidades. Depende da sensibilidade do destinatário que o recebe. Há aqueles que nem abrem o embrulho, não fazem questão. Há aqueles que abrem e não guardam, não cuidam, deixam em algum ambiente da casa. Não dão importância. Há aqueles que abrem, se alegram e a utilizam da melhor maneira. No entanto, amizade não é objeto. É apenas uma comparação para tentar explicar, que, assim como o presente, a amizade para ser desenvolvida precisa desses dois movimentos: doar e acolher. Parece simples, e na verdade no cotidiano da vida ela flui com naturalidade, e não é assim tão confuso como escrever a respeito. Certamente a vivemos e não percebemos que existe toda uma pedagogia, uma espiritualidade a sua volta. E é bom que assim seja.

Hoje, quarta-feira, 20 de julho, celebra-se o ‘Dia do amigo’. Procurando saber mais a respeito desta comemoração, descobri que existem muitas outras datas estipuladas com este mesmo propósito: celebrar a amizade. Isso mostra que em todos os tempos e lugares da história, os amigos foram e são importantes. É difícil olhar para a vida e tê-los ausente, muito pelo contrário, sempre existem, sempre estão presentes. A origem desta celebração se assenta no evento da chegada do homem à lua, ocorrido na data de hoje em 1969, por meio da nave Apollo 11. A comemoração foi iniciativa do argentino Enrique Ernesto Febraro e pretendeu mostrar para o mundo a importância da união entre as pessoas, cuja força ultrapassa qualquer obstáculo, rompendo fronteiras e distâncias. Na ocasião ele escreveu cerca de 4 mil cartas em diferentes idiomas e endereçou aos amigos do mundo todo. Em Buenos Aires, Argentina, a data ganhou fundamentação legal por meio de um decreto e de lá repercutiu para outras partes do mundo, chegando também ao Brasil.
A amizade carrega em si uma palavra considerada tesouro, chave-mestra, entre outros adjetivos que se pode atribuir: cativar. Me fez recordar o livro do Pe. Giovanni Murazzo (Xaveriano), intitulado Cativa-me. Livro bem oportuno para falar do tema de hoje. No entanto, ‘cativar’ é muito bem trabalhado no pequeno livro de literatura “O pequeno príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, lançado em 1943. No diálogo dos personagens (o príncipe e a raposa), no capítulo XXI, esta explica que cativar “É uma coisa muito esquecida. Significa ‘criar laços”. A seguir, esclarece, que se tratando do primeiro encontro, ambos são estranhos um ao outro, o que torna a ocasião sem significado: “Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim o único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...”.
A riqueza dos amigos é certamente esta. A amizade não é apenas um sentimento, mas vivência encarnada, nutrida pelo encontro. Encontro que permanece mesmo na distância, para aqueles que aprenderam e aprendem o sentido da doação e da acolhida. E vale arriscar criar laços, pois, os laços criados são semente do bem, e o bem é o próprio Reino de Deus acontecendo. Feliz Dia do amigo para todos!!!

terça-feira, 12 de julho de 2016

JUVENTUDE MISSIONÁRIA XAVERIANA

(Giomar Henrique Clemente)

O Reino do Céu é como a semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo. Embora ela seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior do que as outras plantas. E se torna uma árvore, de modo que os pássaros do céu vêm e fazem ninhos em seus ramos”. (Mt 13, 31-32)
A Juventude Missionária Xaveriana- JUMIX, é a mais recente novidade na Família Xaveriana. A idéia nasceu em 2015, com o primeiro Encontro ocorrido nos dias 21, 22 e 23 de agosto na Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Rua Jerônimo Batista Fabiano, 441, Jardim Rosolém), cidade de Hortolândia, São Paulo. Iluminados pela celebração dos 150 anos do nascimento de São Guido Maria Conforti (30.03.1865), fundador dos Missionários Xaverianos, a proposta ganhou repercussão com a iniciativa do xaveriano Pe. Humberto Vega Aviña, responsável pela organização e articulação do Encontro desde o início do ano.
O primeiro Encontro teve como finalidade reunir os jovens dos ambientes xaverianos para um primeiro contato de partilha sobre a presença, trabalho, aprendizado, entre outros elementos nascidos nesta caminhada junto aos Missionários Xaverianos. Foi o momento de perceber o carisma presente na vida dos jovens, as marcas deixadas, a identificação com nosso DNA xaveriano. A resposta foi positiva. Participaram cerca de 150 jovens, advindos das 09 paróquias: Imaculado Coração de Maria (Piracicaba-SP); Sagrado Coração de Jesus (Guaianazes-SP); São Guido Maria Conforti, Nossa Senhora Aparecida (Hortolândia-SP); São João Batista (Nova Laranjeiras-PR); Sant’Ana (Laranjeiras do Sul-PR); Jesus Cristo Operário e Mãe da Igreja (Londrina-PR); Bom Pastor (Curitiba-PR); São Francisco Xavier (Coronel Fabriciano-MG).
I Encontro, agosto de 2015
No primeiro dia, 21, a abertura ocorreu as 18:00hs, com a acolhida dos participantes no salão paroquial da Igreja Nossa Senhora Aparecida, onde foram entregues as pastas e o material para os dias de encontro. Momento de conhecer, entrosar, se aproximar dos demais jovens que vieram vivenciar este acontecimento, orientados pela dinâmica de grupo proposto pela organização. A seguir, os jovens foram encaminhados para as famílias onde ficaram hospedados nos três dias.
No segundo dia, 22, foi momento de escutar e partilhar as lembranças, as marcas, o aprendizado suscitado nos lugares onde os xaverianos estiveram ou estão presentes. O que aprendemos? O que trazemos conosco desse período de vivência com esses missionários? Foram as questões que nortearam a conversa nos grupos de trabalho. Houve também a reflexão acerca do mundo juvenil no atual contexto, trabalhada por um professor de Piracicaba, e a apresentação da caminhada dos Leigos Xaverianos, explanada pela Elizete Toledo e Maria Angélica. A tarde ocorreu a Gincana com diversas atividades de lazer, e o dia encerrou com a Celebração da Luz, preparada e conduzida pelo noviço Evanderson Luiz. No período da noite houve apresentações culturais preparada por cada grupo presente, apresentando aspectos regionais por meio do teatro, música, dança, entre outros meios criativos.
Momento de Gincana, agosto de 2015


No terceiro dia, 23, foi o momento do envio. Houve a caminhada missionária dos jovens pelas ruas de Hortolândia. Momento de agradecer a Deus pelos dias intensamente vividos, as partilhas, as amizades, e retornar para as comunidades com a alegria de não estar só, certos do sentimento de pertença à família de São Guido Maria Conforti.
Caminhada missionária, agosto de 2015 

O II encontro anual da Juventude Missionária Xaveriana, ocorrerá nos dias 26, 27 e 28 de agosto de 2016, na Paróquia Cristo Operário (Londrina-PR), com o tema “Missão e Misericórdia” e o lema “Bem aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia”.

Em clima festivo, os jovens da Paróquia São Guido Maria Conforti, assessorado pelos noviços xaverianos (Gilberto, Everson, Giomar), realizaram o seu primeiro encontro preparatório neste domingo, 10 de julho de 2016, as 15:00hs, na sala catequética da Comunidade Santa Edwiges. O encontro teve como tema “Essa tal da Juventude Missionária Xaveriana”, e o lema “Vão pelo mundo inteiro e anunciem a Boa Notícia para toda a humanidade” (Mc 16,15), seguindo a proposta encaminhada pela organização. O encontro teve como finalidade apresentar a proposta da JUMIX aos jovens.
I Encontro preparatório, 10 de julho de 2016
Participaram deste primeiro encontro, 20 jovens, que por meio do canto, da oração, da Palavra de Deus, dinâmica, refletiram acerca da proposta xaveriana para a juventude. Na chegada, cada participante recebeu a marca de uma mão previamente preparada pelos organizadores numa folha de sulfite, e foi orientado a escrever seu nome, idade, informações sobre si. Assim iniciou o encontro. Na acolhida aos participantes apresentou-se o tema e o lema do mesmo, bem como sua finalidade, enfatizando o grande encontro a ser vivido em Londrina, em agosto desse ano. Houve a oração inicial, conduzida pela Letícia, iluminado pela leitura do evangelho de Mc 16, 14-18. Os jovens foram convidados a colocar todos os seus anseios, as realidades que os acompanham, aquilo que percebem, os sonhos nutridos por um mundo novo a ser construído.
Como todo primeiro encontro, foi momento de conhecer o outro e se deixar conhecer. A ‘dinâmica das mãos’ ajudou na apresentação. Cada jovem ao dizer seu nome, de onde vinha, o que fazia, entre outras informações, deixava a gravura da mão no ambiente central da reunião de grupo. Ao fim de toda a apresentação, as mãos formaram um grande círculo, a partir dos quais, cada um foi chamado a observar e partilhar as impressões desse gesto.
Adentrando a temática, houve grupos de discussão sobre os termos:1) juventude; 2) missionária; 3) xaveriana. Para ajudar neste trabalho, serviu-se da dinâmica “A certidão de nascimento”, explicando que, assim como toda pessoa que nasce precisa ser registrada, o grupo que hora nasce necessita também ser conhecido, conhecido suas raízes, seus fundamentos, para poder assim ser assumido por quem se identifica com a proposta. Após alguns minutos de conversa, os grupos retornaram para plenária do que analisaram na dinâmica. Em seguida, quem conduziu a dinâmica fez algumas considerações e concluiu que “a Juventude Missionária Xaveriana é esta proposta de viver o carisma e a espiritualidade dos filhos de São Guido Maria Conforti, com uma visão da fraternidade universal no mundo".
Trabalho em grupo
No exercício de fazer memória da caminhada feita, passou-se o vídeo que resgatava o Encontro ocorrido em 2015, com relato de alguns participantes sobre o que significou participar do mesmo. A seguir, questionou-se os jovens acerca da palavra “CARISMA”, sobressaída no decorrer do vídeo. E para esclarecer, assistiu-se o vídeo gravado por Pe. Alfiero Ceresolli, que definia o carisma como “presente para presentear”.
Após esse momento, houve espaço para questionamentos sobre o tema, que foram respondidos e esclarecidos pelos noviços. Continuando, passou-se as informações sobre o encontro de agosto em Londrina, bem como as atividades promovidas pelo grupo nos próximos dias com o objetivo de arrecadar fundos para tal participação. A seguir, explicou-se o gesto concreto do encontro (assistir o vídeo sobre São Guido Maria Conforti), cujo link será informado no grupo do Whatsapp.
Concluiu-se o encontro as 16:50hs com a oração, rezando o tema da misericórdia a partir do hino da Jornada Mundial da Juventude 2016, provocado pelas diversas imagens que interpelam nossa resposta no mundo de hoje. Na sequência, houve confraternização com todos, renovando assim o compromisso de se encontrar novamente no próximo dia 24 de julho, na Comunidade do Fátima.
Rendemos graças ao Senhor por esta caminhada que começa, uma semente lançada no coração da juventude que já começa a germinar com o passar dos dias. Os colocamos no coração de São Guido, implorando sua intercessão a Deus para que seja um campo fecundo de missão, onde muitos possam se encontrar. Até o próximo encontro!