quarta-feira, 22 de junho de 2016

CREDO DO CHAMADO...


Cremos que Deus nos escolheu antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dEle no amor. (Ef 1,4)
Cremos que os que de antemão Ele conheceu, esses também predestinou a serem conformes à imagem do seu Filho. (Rm 8,29)
Cremos que Aquele que nos escolheu desde o seio materno, nos chamou por sua graça e houve por bem revelar em nós o seu Filho, para que anunciássemos. (Gl 1,15-16)
Cremos que Deus nos salvou e nos chamou com uma vocação santa, não em virtude de nossas obras, mas em virtude de seu próprio desígnio de graça, que nos foi dada em Cristo Jesus, desde a eternidade. (1 Tm 1,9)
Cremos que Cristo Jesus nos julgou dignos de confiança, tomando-nos para o seu serviço. (1 Tm 1,12)
Cremos ser apóstolos por vocação, servos de Jesus Cristo, escolhidos para anunciar o Evangelho de Deus. (Rm 1,1)
Cremos que Deus escolheu o que é loucura para o mundo para confundir os sábios, a fim de que a nossa fé não se baseie na sabedoria humana, mas, sobre o poder de Deus. (1 Cor 1,27; 2,5)
Cremos que a cada um, Deus concedeu uma manifestação do Espírito, para a utilidade de todos. (1 Cor 12,7)
Cremos que devemos comportar-nos de uma maneira digna da vocação a que fomos chamados: com toda a humildade, mansidão e paciência, procurando crescer em tudo, em direção a Ele. (Ef, 4,1-2)
Cremos que tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo no seu desígnio. (Rm 8,28)
Cremos naquele que é poderoso para realizar por nós em tudo, infinitamente além do que pedimos ou pensamos, segundo o poder que já opera em nós. (Ef 3,20)

Cremos que temos a plena certeza de que Aquele que começou em nós a boa obra, há de leva-la a perfeição até o dia de Jesus Cristo, porque Aquele que nos chamou é FIEL. (Fil 1,6; 1 Ts 5,24)

domingo, 19 de junho de 2016

Na caminhada da Misericórdia


Ontem, sábado, 18 de junho de 2016, a Paróquia São Guido Maria Conforti articulado com o Noviciado Xaveriano, realizou aCaminhada da Misericórdia’. A concentração dos participantes aconteceu as 14:30hs na Comunidade Nossa Senhora Auxiliadora (Jd. Novo Ângulo), reunindo Catequese, Acólitos, Coroinhas, Infância Missionária, Juventude, além das famílias e lideranças de toda a paróquia. O início da caminhada deu-se as 15:00hs com a acolhida dos organizadores e motivação desse momento orante, recordando a importância do Ano Santo que toda a Igreja vivencia. A seguir caminhou-se com destino à Comunidade Cristo Libertador (Bairro Perón). Acompanhou esta peregrinação, a cruz, os banners do Ano Santo, as faixas, cartazes, além da grande alegria e disposição de todos, com momentos de oração, cantos e reflexão sobre as Obras de Misericórdia.
A caminhada foi permeada de 07 paradas para meditação, iluminados pela catequese do Papa Francisco sobre a Misericórdia: 1)-O essencial do Evangelho é a Misericórdia; 2)-Dar de comer e beber a quem tem fome e sede; 3)-Visitar os doentes; 4)-Consolar os aflitos e rezar pelos vivos e mortos; 5)-Dar pousada aos peregrinos e vestir os nús; 6)- Visitar os presos; 7)-Fazer o bem a quem não é capaz de nos retribuir;

A última reflexão foi feita as 16:30hs, convidando os peregrinos a olharem para o presídio, localizado a alguns metros de distância de onde se concentrava a caminhada, e rezar por estes irmãos/ irmãs e seus familiares. Chegou-se à Comunidade Cristo Libertador, destino final do percurso, as 16:40hs, onde todos se prepararam para a Hora Santa da Misericórdia. Os padres iniciaram o atendimento do sacramento da reconciliação e as 17:00hs fez-se a exposição do Santíssimo para o momento de adoração. Foi o momento ápice de todo a caminhada, colocando-se diante daquEle que é a fonte desse amor misericordioso. Enquanto ocorria a adoração, seguia também o atendimento da confissão, com a disponibilidade dos 03 padres da paróquia.

O encerramento da Hora Santa deu-se por volta das 18:30hs, com a bênção do Santíssimo, e logo em seguida houve o momento de confraternização, preparada pela catequese e lideranças da paróquia.

A Caminhada da Misericórdia convocou o povo para sentir a profundidade do Ano Santo, e por onde passou, sobretudo, pelas ruas do bairro, chamou atenção, deixando a curiosidade em quem ainda não conhece, referente a este gesto de fé que toca à todos nós. Parabéns aos organizadores e participantes! Que São Guido Maria Conforti interceda para que a chama da misericórdia não esfrie em nossos corações!

segunda-feira, 13 de junho de 2016

A TENDA DA MISERICÓRDIA

                                                                                                                  (Giomar Henrique Clemente)

Leigos Xaverianos e Noviços - Primeira visita no dia 02 de Abril 2016
Vivemos em 2016 o Ano da misericórdia instituída pelo Papa Francisco na festa da Imaculada Conceição, em 08 de dezembro de 2015, e que se concluirá na solenidade litúrgica de Jesus Cristo, Rei do Universo, a ser celebrada a 20 de novembro de 2016. As motivações para proclamação deste Ano Santo estão na bula de proclamação “Misericordiae Vultus”, que foi e está sendo objeto de estudo dos cristãos católicos no mundo inteiro, desde o ano passado.
Buscando um melhor entendimento do que estamos vivendo, mencionamos a seguir trechos retirados da bula, especificamente no seu número 3. O Papa Francisco, explicando a importância desse ano, afirma que “Há momentos em que somos chamados, de maneira ainda mais intensa, a fixar o olhar na misericórdia, para nos tornarmos nós mesmos sinal eficaz do agir do Pai. Foi por isso que proclamei um Jubileu Extraordinário da Misericórdia como tempo favorável para a Igreja, a fim de se tornar mais forte e eficaz o testemunho dos crentes”. Fundamentando o significado da data escolhida como abertura, enfatiza que ela faz memória do “[...] modo de agir de Deus desde os primórdios da nossa história. Depois do pecado de Adão e Eva, Deus não quis deixar a humanidade sozinha e à mercê do mal. Por isso, pensou e quis Maria santa e imaculada no amor (cf. Ef 1, 4), para que Se tornasse a Mãe do Redentor do homem. Perante a gravidade do pecado, Deus responde com a plenitude do perdão”.
Em Deus, constatamos que a misericórdia será sempre maior que qualquer pecado, e perante isso não se pode colocar limites ao amor que sempre perdoa. Como sinal visível da misericórdia nesse Ano Santo, estão as Portas Santas, abertas pelo Papa na mesma ocasião. A Porta da Misericórdia ou Porta Santa, objetiva levar às pessoas a “experimentar o amor de Deus que consola, perdoa e dá esperança”. Estas portas se fazem presentes nas diversas Dioceses espalhadas pelo mundo, e assim a encontramos na Igreja do Brasil. Segundo recorda o Papa Francisco, a Porta Santa foi aberta considerando também o “cinquentenário da conclusão do Concílio Ecuménico Vaticano II. A Igreja sente a necessidade de manter vivo aquele acontecimento. Começava então, para ela, um percurso novo da sua história. Os Padres, reunidos no Concílio, tinham sentido forte, como um verdadeiro sopro do Espírito, a exigência de falar de Deus aos homens do seu tempo de modo mais compreensível. Derrubadas as muralhas que, por demasiado tempo, tinham encerrado a Igreja numa cidadela privilegiada, chegara o tempo de anunciar o Evangelho de maneira nova. Uma nova etapa na evangelização de sempre. Um novo compromisso para todos os cristãos de testemunharem, com mais entusiasmo e convicção, a sua fé. A Igreja sentia a responsabilidade de ser, no mundo, o sinal vivo do amor do Pai”.
Como espiritualidade central desse momento, estão as Obras de Misericórdia Corporais e  Espirituais, fortemente recordada no tempo quaresmal desse ano. Assim sendo, focalizamos nossa atenção na obra de misericórdia corporal “VISITAR OS PRESOS”. Partimos dela analisando o contexto social e a distância com diversas barreiras que não favorecem a sua concretização. Visitar um preso não é fácil e nem simples, sobretudo para quem não possui nenhum grau de parentesco. A burocracia, por medida de segurança, não favorece a concretização desta obra de misericórdia de forma mais frequente. É com este pressuposto e motivação, iluminados pelo Ano Santo, que a Paróquia São Guido Maria Conforti e o Noviciado Xaveriano (Hortolândia-SP) iniciou no dia 02 de abril de 2016 (sábado), a pastoral “Tenda da Misericórdia”, buscando ser presença junto ao Complexo Penitenciário Hortolândia-Campinas, localizado na Rod. Campinas Monte Mor, Km 4,5 e Km 5, divisa entre a cidade de Hortolândia e Campinas. Para uma melhor compreensão, apresentamos a seguir alguns dados referentes a este espaço.
O primeiro presídio “Professor Ataliba Nogueira”, foi instalado em 1986, e os demais Centros de Detenção Provisória –CDPs surgiram em 2003. O Complexo Penitenciário abriga aproximadamente 11 mil presos e atualmente é composto por 07 unidades, sendo, 03 Centros de Detenção Provisória, 01 Centro de Progressão Penitenciária e 03 Penitenciárias. A Tenda da Misericórdia atua nos dias de sábado e domingo, especificamente pela manhã, das 7:00hs às 10:00hs, com revezamento de lideranças das diversas pastorais existentes na paróquia. A principal finalidade é a aproximação com os familiares dos detentos durante a visita, procurando escutar, conversar, rezar, ser presença, além de oferecer café e água durante o período de espera, de acordo com a organização das equipes escaladas.
Nota-se que há uma enorme demanda de visitantes, oriundos de lugares distintos e distantes, dos quais muitos enfrentam longas horas de viagem. O portão de acesso ao Complexo Penitenciário (no sábado e domingo) é aberto às 7:30hs, quando os visitantes entram para se posicionarem em frente aos presídios. Neste espaço, aguardam os trâmites de fiscalização (seja da documentação, como da alimentação e outros objetos), e em seguida são liberados para o encontro com seus familiares no presídio. Muitas dessas pessoas chegam por volta das 5:00hs da manhã, e aguardam a entrada no local a partir das 7:30hs, conseguindo entrar e se encontrar com seus familiares detento, no mais tardar as 12:00hs. A visita encerra as 16:30hs.
Sendo uma iniciativa nova e desafiadora, a Tenda da Misericórdia está em período de estruturação em termos de uma equipe que a coordene. No momento, segue sobre a orientação dos padres xaverianos, com a colaboração diretamente de um noviço, responsável por articular as equipes em cada final de semana. Nota-se que tem sido positivo esta presença e de grande necessidade, sobretudo com o apelo do Ano Santo. Neste sentido, uma aproximação com a pastoral carcerária (que já atua no local) em nível de arquidiocese de Campinas está sendo construída, pois, forças somadas são sempre mais fortes.
Pe. Giovanne, Gilberto, e a Pastoral da sobriedade
O apostolado das equipes no sábado e domingo, inicia as 7:00hs com a chegada na Tenda, seguida do momento de oração, café, orientações, e as 7:30hs os missionários dirigem-se para dentro do campo de missão. Lá é o espaço de diálogo, de estar com as pessoas, onde o encontro acontece. Nos dias de domingo, as equipes responsáveis pela visita concluem a pastoral com a Celebração Eucarística na Comunidade Cristo Libertador (Bairro Peron), localizado a alguns metros da Tenda. Nesta Igreja, tanto no sábado, como no domingo, um padre xaveriano permanece a disposição para atendimento, de maneira especial para os familiares que visitam o Complexo. A igreja Cristo Libertador é o local de base para a Tenda, onde as pessoas podem também fazer doações de materiais para esta missão, bem como se informar a respeito e colaborar.
Igreja Cristo Libertador - Bairro Perón
Como parte também deste projeto, os acólitos, coroinhas, catequese, juventude, IAM, articulados pela Comunidade do Noviciado Xaveriano, estarão realizando a Caminhada da misericórdia, no dia 18 de junho (sábado), com início às 15:00hs. A mesma objetiva envolver aqueles que não podem ir diretamente no local da missão, seja pela idade, ou outro motivo, à participar através da oração. Quer ser também momento de sensibilizar toda a comunidade e a sociedade para uma visão misericordiosa com estes irmãos e irmãs que se encontram privados da liberdade, pois, é o próprio Jesus Cristo que nos adverte “Estive preso e fostes me visitar” (Mt 25, 36).
Convite para a Caminhada da Misericórdia

Que São Guido Maria Conforti interceda as bênçãos de Deus para todos os Missionários e Missionárias que se colocam neste serviço! Participe conosco também nesta missão! 
Jovens do grupo "Kairós"- visita neste fim de semana 11 e 12/junho 2016


domingo, 12 de junho de 2016

Migração e ecologia

Ocasionalmente pode-se deparar com as palavras “imigrante”, “emigrante”, “migrante” e perguntar-se a respeito do significado, considerando a semelhança na composição de ambas. Todas falam da mesma ação, do deslocamento de pessoas, porém, cada uma expressa esse movimento num sentido específico. Assim, compreende-se: imigrar como a entrada num país estranho para nele viver; emigrar, deixar um país para se estabelecer em um outro; migrar, o movimento de mudar periodicamente, seja num âmbito de uma região ou de um país para o outro.
Na data de hoje, 12 de junho, na qual se comemora o dia dos namorados, acentuada explicitamente nos meios de comunicação, inicia-se também, talvez com uma abordagem pequena nestes mesmos espaços, a 31ª Semana do Migrante, que se encerrará no dia 19. Traz neste ano como tema de reflexão “Migração e ecologia”, e o lema “O grito que vem da terra!”, promovido pelo Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM). A temática se desenvolve em comunhão com a Campanha da Fraternidade desse ano, refletindo sobre a ecologia numa perspectiva de responsabilidade do ser humano com a casa comum, o planeta Terra. A campanha faz o forte apelo à todos para tomar consciência do cuidado com a vida do planeta, que é a própria vida do homem.
O desafio que a Semana do Migrante suscita é olhar atualmente a relação existente entre migração e ecologia, de modo a sensibilizar todo cidadão para a escuta dos diversos gritos que brotam da terra. Para o desenvolvimento dessa dinâmica de trabalho se utilizará as reflexões do Papa Francisco sobre a ecologia, contidos no documento Laudato Si, publicado ano passado. O texto base desta Semana destaca as palavras de Papa Francisco abordando o reflexo desta ausência de cuidado com o planeta. Segundo ele (2015, p.37) “É trágico o aumento dos migrantes fugindo da miséria piorada pela degradação ambiental, que não são reconhecidos como refugiados nas convenções internacionais e levam o peso de suas vidas abandonadas sem proteção normativa alguma”. Nesta compreensão, identifica-se as pessoas que migram por causa das dificuldades de acesso à terra e água, vítimas da migração forçada.
O texto base apresenta ainda o conceito e a prática do Bem Viver como fundamento que se orienta pela co-responsabilidade solidária, onde se concebe a natureza sujeito de direitos. Esta visão implica mudar o modo de pensar e agir, pautando o bem comum acima dos interesses individuais, contrariando a essência do capitalismo. Ele continua a afirmar que “No Bem Viver o valor de uso da mercadoria está acima do valor de troca, o lucro não é o mais importante. Além disso, o Bem Viver é importante porque ajuda a pensar a articulação das intuições que advém das comunidades. O problema é que o capitalismo apregoa o viver bem, o viver melhor, prometendo o céu através do consumo, tornando o meio ambiente, nas palavras do Papa Francisco, ‘indefeso ante os interesses do mercado divinizado, convertido em regra absoluta’ (Laudato Si, 2015, p. 45)”.
O subsídio conclui ressaltando que a esperança por melhorias para os migrantes e empobrecidos estão nas lutas por libertação, recordando assim as utopias presente em toda a América Latina (indígena, da Terra Sem Males, dos imigrantes pobres, da libertação da escravidão). Também chama atenção de que a dominação econômica é seguida da dominação cultural, exercida por meio da alienação, negação do dominado e afirmação do dominador.
O Serviço Pastoral dos Migrantes- SPM, é um organismo ligado à CNBB, surgido em 1984 e criado oficialmente em 1986. Foi inspirado na Campanha da Fraternidade de 1980, onde se refletia o lema “Para onde vais?”, configurando-se numa interrogação central à todos os migrantes. Objetiva articular e organizar os migrantes e imigrantes em geral, em nível local e nacional. Tem como missão promover a defesa e a organização dos diversos grupos de migrantes, nas mais variadas situações, lutando por uma cidadania plena, universal, na qual os migrantes sejam tratados com igualdade na diferença.

Que o nosso coração missionário, imbuídos pelo carisma de São Guido Maria Conforti, faça-nos também sensíveis por meio da oração e de atitudes à esta realidade que perpassa nossa caminhada!